PORTO VELHO – De acordo com os dados da pesquisa nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), a taxa de desocupação em Rondônia fechou o primeiro trimestre de 2026 em 3,7%. Embora o índice tenha apresentado uma alta de 1,1 ponto percentual em relação ao quarto trimestre de 2025 (2,6%), o estado mantém um dos melhores desempenhos do mercado de trabalho brasileiro, situando-se significativamente abaixo da média nacional, que subiu para 6,1% no mesmo período.

O estado posiciona-se em um grupo seleto de unidades da federação com os menores índices de desocupação, atrás apenas de Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%), Espírito Santo (3,2%) e Paraná (3,5%).

Destaque Regional no Norte
No contexto da região Norte, Rondônia apresenta o cenário mais favorável. Enquanto o estado registrou 3,7% de desocupação, seus vizinhos enfrentam índices muito superiores: o Amapá detém a maior taxa do país (10,0%), seguido pelo Amazonas (8,3%), Acre (8,2%) e Pará (7,0%). Rondônia também supera os desempenhos de Roraima (5,7%) e Tocantins (5,6%).
Subutilização e Desalento em Níveis Baixos
Rondônia destaca-se positivamente na taxa composta de subutilização da força de trabalho, que foi de 7,7% no trimestre. Este é o quarto menor índice do Brasil, contrastando fortemente com a média nacional de 14,3% e com o estado do Piauí, que registrou a maior subutilização do país (30,4%).
O percentual de pessoas desalentadas em Rondônia também é um dos menores do território nacional, atingindo apenas 0,9% da população na força de trabalho ou desalentada. Para efeito de comparação, a média do Brasil é de 2,4%, com estados como o Maranhão chegando a 10,3% de desalento.

Informalidade e Trabalho por Conta Própria
Apesar dos baixos índices de desocupação, a informalidade em Rondônia atinge 41,3% da população ocupada, superando a taxa nacional de 37,3%. No entanto, o índice rondoniense é inferior ao observado em outros estados do Norte e Nordeste, como Maranhão (57,6%), Pará (56,5%) e Amazonas (53,2%).

O percentual de trabalhadores atuando por conta própria em Rondônia é de 28,4%, acima da média brasileira (25,5%). Já os trabalhadores com carteira assinada no setor privado abrangem 70,8% dos empregados do setor no estado, índice menor que os 74,7% registrados no país e bem distante do líder Santa Catarina, que possui 86,7% de formalidade.

Rendimento e Massa Salarial – O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos em Rondônia foi estimado em R$ 3.484 no primeiro trimestre de 2026. O valor mostra estabilidade em relação ao trimestre anterior (R$ 3.532), mas fica abaixo da média nacional, que subiu para R$ 3.722.

Perfil Nacional – O release nacional da PNAD Contínua destaca que a desocupação subiu em 15 das 27 UFs no início de 2026. Em termos sociais, as mulheres (7,3%) continuam com taxas de desocupação superiores aos homens (5,1%), e a desigualdade persiste por cor ou raça, com pretos (7,6%) e pardos (6,8%) acima da média nacional, enquanto brancos registram 4,9%.
Fonte: Assessoria de imprensa IBGE-RO e agência de notícias IBGE









