PORTO VELHO – O ex-deputado federal e ex-vice-governador Assis Canuto confirmou uma história política que se desenrolou há quase 31 anos e que gerou uma discussão muito forte no segundo turno da campanha eleitoral de 1990, quando o ex-prefeito de Rolim de Moura Valdir Raupp e o deputado Osvaldo Piana disputaram o returno.
Piana – cuja chapa tinha como vice o Canuto – fora o terceiro colocado no primeiro turno mas foi chamado para a disputa do returno devido à morte do senador Olavo Pires, que fora o primeiro na fase inicial, tendo como concorrente para a etapa seguinte Valdir Raupp.
Na época a imprensa publicou matérias denunciando o “loteamento” que teria sido feito, com registro em cartório, de cargos no governo, acusando o grupo ligado ao candidato Raupp de ser o autor do que fora exposto pela imprensa, mas, inclusive numa sessão pública realizada na Assembleia Legislativa, os partidários de Olavo e do próprio Raupp negaram qualquer conhecimento do fato, acusando o grupo de Piana a ter “forjado” o material.
No dia 6 deste mês de fevereiro, este repórter, em sua coluna diária “O Dia na História” publicou uma foto com assinaturas de membros dos grupos de Olavo e de Raupp, inclusive dele mesmo e seu vice Leônidas Rachid, com registro em cartório. A seguir o texto encaminhado por Assis Canuto:
“Interessante que esse acordo foi proposto primeiro para nós (Piana e eu) em uma das piores reuniões que participei; pedimos 48 horas para dar a resposta; e na viagem de volta da reunião que foi no escritório do Chagas Neto, peguei uma carona com o Piana até o hotel Selton, que era onde eu ficava hospedado quando estava em Porto Velho”
Canuto continua, lembrando que entre o escritório do então deputado federal Chagas Neto, ele e o cabeça da chapa Osvaldo Piana foram conversando, e o assunto, lógico, era a proposta recebida. “Viemos conversando e eu disse ao Piana: “se você for fazer esse acordo pode procurar outro vice!”. Incontinenti ele disse: “Nem resposta iremos dar a esses caras.” E assim eles fecharam com o Raupp e negaram, a posteriori, as assinaturas. Coisas da política!”, concluiu Assis Canuto.
Ao final o documento tinha, com registro em cartório, assinaturas de todos os dois lados que apoiaram a candidatura de Raupp, um dos signatários
Lúcio Albuquerque









