PORTO VELHO – Na última sexta-feira, 16, o programa Amazônia, Gente e Justiça recebeu Marcos José Silva, presidente da Associação Comunitária dos Amigos do Bairro Planalto, em Porto Velho, para discutir as dificuldades enfrentadas pela população e a necessidade de maior atenção do poder público.

Entre as principais reivindicações estão a falta de abastecimento regular de água, a precariedade do atendimento médico, a necessidade de pavimentação e recuperação das ruas, drenagem, saneamento básico, iluminação pública, segurança e transporte coletivo.
A falta de água – indispensável à vida e à saúde – e as dificuldades de acesso ao atendimento médico revelam uma realidade preocupante. São problemas que atingem diretamente a dignidade das famílias e exigem providências urgentes das autoridades responsáveis.

A situação dos bairros Planalto I e II e das demais comunidades representadas pela associação demonstra que o crescimento de Porto Velho não tem sido acompanhado, de maneira uniforme, pela oferta de serviços públicos essenciais.
Para o ‘Amazônia, Gente e Justiça’ não é admissível que famílias continuem enfrentando dificuldades para ter acesso à água e à assistência médica. “Esses serviços não representam favores ou concessões políticas, mas direitos fundamentais que devem ser assegurados à população”, pontuam os professores do programa.
A entrevista também destacou a importância das lideranças comunitárias na organização dos moradores e na busca por soluções. Entretanto, a dedicação dessas lideranças não pode substituir as responsabilidades do Estado.

Marcos José Silva, presidente da Associação Comunitária dos Amigos do Bairro Planalto
É necessário que a Prefeitura de Porto Velho, o Governo do Estado e a Câmara Municipal, no âmbito de suas competências, assumam compromissos concretos, estabeleçam prioridades e assegurem recursos para enfrentar os problemas apresentados.
O verdadeiro desenvolvimento de uma cidade não está apenas nas obras que aparecem, mas também na dignidade das pessoas que nela vivem.

Oração e fé ajudam a sustentar estas famílias que lutam para não serem esquecidas de vez pelo poder público
O programa Amazônia, Gente e Justiça reafirma seu compromisso de dar voz às comunidades e contribuir para que suas reivindicações sejam incorporadas ao planejamento e transformadas em políticas públicas.
A população não pede privilégios. Exige água, saúde, infraestrutura e respeito. Direitos que não podem continuar esperando.
*Colaboração dos professores doutores Delson Fernando Xavier e Marcos Vinícius Rivoiro
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