JUÍNA (MT) – Semana passado republicamos aqui neste expressaorondonia.com.br uma reportagem com vídeo em que um grupo de indígenas da região de Juína (Noroeste de Mato Grosso e próximo à divisa com Rondônia) abate covardemente uma anta praticamente domesticada a pedradas, abandona o animal morto e vai embora. O assunto viralizou nas redes sociais e rendeu muitas críticas ao comportamentos dos silvícolas, com vários vídeos do animal interagindo com pessoas naquele ponto da estrada onde fora impiedosamente abatido pelos jovens indígenas.

As imagens causaram grande revolta na população, que assistiu perplexa a ação praticada contra o animal manso e acostumado ao convívio com os humanos, que morreu no local e foi abandonado pelos seus algozes (relembre o caso aqui).
No vídeo, possivelmente postado por um deles, nota-se que os indígenas na BR-174, se aproximam da anta, que estava parada, sem oferecer riscos, e do nada, um dos índios se apossa de uma pedra e o atinge. A anta permanece imóvel, e os outros componentes do grupo repetem o gesto de apedrejamento até que a anta cai no chão e, sob risos, os indígenas vão embora, sem deixar a certeza de que o animal teria a carne consumida.
Assim que as imagens do apedrejamento fatal foram divulgadas a população se manifestou nas redes sociais e repudiou a atitude da etnia.
Veja o vídeo em que os índios tentam justificar a agressão gratuita contra um animal que não oferecia perigo algum:
Na sexta-feira, um vídeo foi disseminado nas redes sociais em que o indígena tenta justificar o que houve naquela situação.
Inicialmente ele se identifica como índio da etnia Salumã e explica que a anta tinha atravessado na estrada e após uma colisão havia causado avarias no veículo que era usado por eles, que ficaram com o prejuízo, fato que revoltou os ocupantes dos veículos, que desceram e atacaram o animal com pedradas.
VOCÊ LEU AQUI:
Ato de selvageria em que indígenas matam anta a pedradas repercute nas redes sociais
O indígena, que não teve seu nome identificado na gravação, disse estar revoltado devido aos homens brancos estarem chamando seus companheiros de covardes, e afirmou que os índios não são covardes; e sim os homens brancos que querem acabar com as terras indígenas, com os rios, construindo usinas hidrelétricas. Disse ainda que não há motivos para os indígenas serem presos, pois não são ladrões e não vivem roubando as coisas dos brancos.
O site Juína News apurou que os índios da etnia Salumã, que residem na região do Rio Preto são dos mesmos troncos linguísticos dos Enawene Nawê e hoje convivem em harmonia.
Fonte: Folha do Sul on Line









