
PORTO VELHO – Se as recentes pesquisas eleitorais para o governo de Rondônia estiverem certas, tudo indica que o candidato Marcos Rogério pode liquidar a fatura já no primeiro turno. Caso isso ocorra, apenas confirmaria o predomínio político do bolsonarismo no estado, fenômeno, aliás, consolidado na eleição presidencial de 2022. Contudo, ainda é muito cedo para cantar vitória. Até o dia da eleição muita coisa pode acontecer. A história da vida política rondoniense está cheia de exemplos de candidatos que foram dormir eleitos e, no dia seguinte, após a apuração dos votos, correram direto para a farmácia mais próximo comprar Lexotan.

No próximo 4 de outubro, o rondoniense terá em suas mãos o poder de escolher os novos governantes do Brasil e de Rondônia, e, ainda, eleger seus representantes populares nos parlamentos nacional e estadual. Será o momento em que a cidadania deverá se pronunciar sobre como e com quem deseja realizar a sua destinação histórica. O Brasil e Rondônia precisam de paz, segurança pública, prosperidade e justa distribuição de riqueza. Cabe a você, eleitor, escolher os timoneiros da governabilidade, consciente de que os escolhidos não nos levarão a aventuras ou à repetição de fórmulas manjadas.
Durante as campanhas eleitorais, candidatos dos mais variados partidos criticam os problemas sociais, como o caos na saúde, segurança pública, educação, o desemprego, a falta de moradia, carga tributária elevada, entre outros males crônicos que afligem a população, apontando soluções indolores para todos eles; porém, uma vez no poder, são acometidos de amnésia. É fácil criticar quem está no comando da embarcação. Difícil é tomar o controle da nau e fazer o que realmente precisa ser feito. Que o eleitor, antes de votar, analise o passado e as propostas de cada candidato, procurando diferenciar um do outro, comparando-os, ouvindo-os, não se deixando levar por pesquisas eleitorais, para, depois, não se arrepender.
*É servidor público aposentado e analista político - colaborador deste jornal








