PORTO VELHO – A MULTIFUNÇÃO DAS BOCAS-DE-SOM – Recentemente uma empresa com rede nacional de postes de combustíveis lançou a campanha em que um agricultor era questionado por um turista sobre onde encontrar isso e aquilo, e a resposta sempre era a mesma, no “Posto Ipiranga”.
Você queria saber quem chegou, quem morreu, se tinha chegado alguma coisa nova nas lojas, o que vinha acontecendo pelo Brasil ou pelo mundo, a dica vinha direto pelos informes saídos do conjunto de bocas-de-som – normalmente 4 cornetas – na voz normalmente impostadas dos locutores, a maioria homens.

Humberto Amorim foi pioneiro na implantação do serviço “Voz da Cidade” a ser referência até década de 1980 em Porto Velho
De todas as “rádios-cipós” a grande referência foi a “Voz da Cidade”, segundo nome do serviço de alto-falantes de Porto Velho, que funcionou sob comando de Humberto Amorim por mais de 30 anos.
Todas as vezes que eu início uma série sobre um determinado fato da nossa história é comum que eu receba dicas sobre o fato presente e, outros ainda, vêm com seus causos, como uma funcionária pública aposentada que disse esse material ter-lhe lembrado seu primeiro namorado. Ele era locutor da rádio cipó situado no Mercado Modelo, o mais antigo de Vila Rondônia, instalado de 1971. “Eu trabalhava numa loja que ficava no Mercado e começamos a namorar, mas não deu certo”, recorda a aposentada.

A ex-procuradora-geral de Rondônia, dra. Aliethy Morhy, lembrou de quando morava em Guajará-Mirim. “Eu estava tomando tacacá quando o alto-falante do Waldemar Lemos anunciou a morte de um morador. Eu estava saindo de uma hepatite e pensei em desistir do que restava na cuia, mas pensei: “se for minha hora de morrer não faz diferença, e concluí a degustação”.
Mas teve também decepção. Foi o caso da decepção de uma estudante aí por volta de 15 anos. Hoje com mais de 60 anos ela lembrou que tomada de amores pelo locutor do “rádio do poste” instalado em 1972 em Cacoal. “Ele tinha uma voz linda e pedi a uma colega que o conhecia que me apresentasse, mas quando o vi de frente desisti” – ela não explicou a razão
Lúcio Albuquerque – 69 99910 8325








