GUAJARÁ-MIRIM – Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Esta sabedoria popular também está presente no cotidiano político e é o que parece que está acontecendo na Câmara de Vereadores de Guajará-Mirim. Depois de vários pedidos que não foram levados à apreciação do plenário.

O vereador de Guajará-Mirim, Kerling Aparecido (PDT), apresentou no último dia 14, uma denúncia por supostas infrações político-administrativas cometidas pela prefeita do município, Raissa Paes Bento (MDB).

 

A denúncia foi aprovada pelo plenário na segunda-feira (17) e pode resultar na cassação do mandato de Raíssa Paes. Segundo o vereador denunciante, os crimes praticados pela prefeita estão tipificados no artigo 4, inciso lll, do decreto-lei nº 201/67.

O artigo dispõe sobre a responsabilidade de prefeitos e vereadores, elencando a hipótese, em que os agentes políticos podem sofrer punição pela prática de atos não condizente com o exercício de sua função. E estabelece as normas de julgamento, tanto nos casos de “infrações político-administrativas”, quanto nos casos de cometimento de denominados “crimes funcionais”.

Esses dispositivos dispõem, especificamente, sobre as infrações político-administrativas, cabendo àquele relacionar hipóteses de infrações, de forma exemplificativa. E a esse, determinar o procedimento que deve ser seguido pela Câmara dos Vereadores quando do julgamento político do prefeito.

Kerling Aparecido acusa a prefeita de desrespeitar o artigo 61, inciso III da Lei Orgânica do Município, ao não responder os questionamentos e pedidos de providências apresentados pelos vereadores.

A prefeita, segundo o vereador, não teria respondido dentro do prazo legal de 15 dias estabelecidos por lei, nem em momento algum, em total desrespeito e desprezo com o parlamento municipal. Para reafirmar suas denúncias, o parlamentar apresentou um relatório com 11 requerimentos que foram divulgados e processados no Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL) da Câmara Municipal.

Todos, segundo ele, sem respostas por parte do Executivo

O requerimento foi lido e aprovado em plenário na sessão da última segunda-feira, quando os vereadores Robertinho Nascimento, Wem Cacami e Agostinho Figueiredo votaram contra e o presidente João Vanderlei não votou.

Após a formação da comissão, seus integrantes têm prazo de até cinco dias para apresentar um relatório, que será levado a plenário.

Se for aprovado o relatório da comissão e a depender do seu conteúdo, pode levar a abertura do processo de cassação do mandato da prefeita Raíssa Paes.

Com informações do newsrondonia.com.br

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