Terceiro Tempo – Um passeio por Foz do Iguaçu

Aprendi a ir de Foz do Iguaçu a Cidad del Este do jeito mais difícil. Em 2021 estive por aqui para uma estadia de três dias

Alice Thomaz*

FOZ DO IGUAÇU – Se tem uma coisa que quem chega a terceira idade deve fazer – à medida de sua possibilidades financeiras, claro – é viajar. Hoje compartilhar com cada um de vocês um pouco da minha experiência pela segunda vez aqui em Foz do Iguaçu, que a cada diz faz jus ao desejos de turistas do mundo todo a passar por aqui pelo menos uma vez na vida. Voltar aqui mais de uma vez, então, é uma bênção.

Aprendi a ir de Foz do Iguaçu a Cidad del Este do jeito mais difícil. Em 2021 estive por aqui para uma estadia de três dias. Na ocasião fiz um passeio guiado para as Cataratas no lado brasileiro. E me encantei com as quedas d’água. Me aventurei em uma excursão solo ao Paraguai. Era domingo e já passava do meio-dia e lá fui eu para o Terminal Urbano.

Havia pouco movimento, talvez por ser domingo. Mas consegui embarcar em um coletivo que me deixaria próximo à fronteira, ali na Aduaneira. E de lá, chegaria em poucos minutos à Ciudad del Este. Disposta, não vacilei. Fui com a cara e a coragem de sempre.

Atravessei na pernada a Ponte da Amizade, fotografei o Rio Paraná, mas quando no início da cidade paraguaia fiquei um pouco amedrontada, afinal, não tinha movimento nem de gente e nem de veículos.

Hoje, soube pelo motorista da linha internacional que o comércio aos domingos é fraco e o pouco movimento encerra-se ao meio-dia com o fechamento das lojas. Agora que já sei disso, compartilho com outros turistas desatentos.

Voltando ao assunto, então fiz o caminho de volta para pegar uma condução para o Centro de Foz, onde estava hospedada. Mas não era mesmo o meu melhor dia. Fiquei sem saber onde embarcar em um ônibus. Chamava um aplicativo de transporte, mas não tinha resposta. Era como se todos estivessem de folga.

Fui parar em um bar. O proprietário, um libanês, se não me engano, preparava uma fornada de “esfirras”. E me explicou como retornar. Por fim pediu ao cliente, para quem assava as delícias da cozinha árabe, que me desse uma carona até a um ponto estratégico, onde além do ônibus circular, também poderia chamar um carro.

Confiei e felizmente deu certo.

A espera pelo carro do aplicativo não durou mais que cinco minutos. O motorista tinha acabado de desembarcar um passageiro que viera do Centro de Foz.

Chegar ao hotel foi um alívio.

Passados cinco anos, tive a oportunidade de voltar, não que fosse um sonho, mas voltei.
Desta vez pesquisei passeios com profissionais do turismo, mas não resisti a um bate-volta ao Paraguai.

Fiz o mesmo percurso: hotel, Terminal Urbano …

Mas desta vez foi em uma quarta-feira. Com pessoal do balcão de informações trabalhando. Aí sim, ficou mais fácil.

Só então descobri que o ônibus para o Paraguai não tem parada no terminal. É uma linha internacional, com origem na Rodoviária de Foz.

Embarquei na avenida Juscelino Kubitschek e não fosse o trânsito moroso, certamente estaria além da fronteira em cerca de 15 minutos.

Muitos veículos de passeios, vans e caminhões em busca do mesmo destino. A viagem levou cerca de uma hora para ser concluída.

Na volta, a saída do Paraguai também é lenta. Muitos caminhões chegando à cidade.
A passagem de ônibus custa R$18,00.

A linha internacional vai até ao terminal paraguaio. A maioria dos passageiros eram mesmo cidadãos locais, tanto de um lado como do outro e os motoristas que me conduziram eram paraguaios.

O comércio no Centro de Ciudad del Este é bem intenso. Muitas lojas e muitos vendedores de rua.

A meca da perfumaria é a Monalisa. Seis andares de pura emoção, com perfumes, obras de arte e um restaurante maravilhoso.

Na verdade, foi a loja que visitei mais demoradamente. Há outras famosas, mas para
saber onde comprar com segurança é necessário conversar com alguém que já tenha experiência, o que não é o meu caso.

*É jornalista


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