PORTO VELHO – A notícia de que o Ministério Público conseguiu na Justiça a condenação da Energisa a implantar rede elétrica em um pedaço da Rua Bahia, em Colorado do Oeste, soa paradoxal a ‘agressividade’ com que a empresa combate ‘rabichos’ – consequentemente, furto de energia – e ‘gatos’. Neste pedação de rua que, segundo o MP, a Energisa se recusa a expandir a rede elétrica, moram pessoas que necessitam do fornecimento ininterrupto de energia elétrica e os moradores em geral dependem de ligações improvisadas, os conhecidos como “rabichos”, que são inseguras e expõem as famílias a riscos.
Na decisão, o juiz destaca que energia elétrica é serviço essencial, indispensável ao direito à vida, à dignidade humana, à saúde e à segurança.

A concessionária terá 30 dias para realizar o serviço, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.
A reportagem deste www.expressaorondonia.com.br fez contato com a assessoria da Energisa para ouvir o posicionamento da empresa, mas não obteve retorno. Mas o espaço continua aberto a manifestação da Energisa.
Ao saber da notícia, um animado morador daquele pedaço de rua desprezado pela concessionária de energia até brincou: “pela ação da promotoria; pela rapidez da Justiça; para tristeza da Energisa; agora, na Rua Bahia, teremos energia de noite e de dia (…)”
O pedido assinado pela Promotoria de Colorado do Oeste baseia-se em relatório de diligência que mostrou que a área está dentro do perímetro urbano.
A Justiça reconheceu que a falta de rede regular fere a dignidade das pessoas e pode afetar a saúde. Entre os casos relatados, está o de uma idosa que precisa armazenar insulina em condições adequadas.
O Ministério Público vai acompanhar o caso para garantir que a determinação seja cumprida e que o fornecimento seja regularizado.
www.expressaorondonia.com.br, com informações da gerência de Comunicação Integrada (GCI-MPRO)









