TÁ DOMINADA – Empresa é incendiada porque dono não quis pagar ‘taxa de proteção’ a facção criminosa, em Vilhena

Um menor foi identificado por câmers de segurança e apreendido, todo chamuscado e com veste com forte odor de gasolina. Nas chamadas, com números de DDD de outros Estados, vítima era coagida e ameaçada

VILHENA – Na manhã de ontem, um empresário do ramo de telecomunicações chegou em sua loja na região central de Vilhena e encontrou indícios de que alguém teria tentado atear fogo ao local. Além de vestígios de fuligem, foram encontradas garrafas pet com combustível, aparentemente empregado para tentar provocar o incêndio.

A tampa do padrão de energia também tinha sido arrancada com sinais de arrombamento, e havia ainda indícios de fogo no local.

Esta ocorrência corrobora matéria deste www.expressaorondonia.com.br de que Vilhena transfigurou-se, em cerca de 15 anos, de uma cidade pacata, ordeira e boa para se viver, em uma cidade dominada por facções criminosas e utilizada como base da bandidagem para cometer crimes em outras cidades da região e em Mato Grosso. Urge uma tomada de posição das forças de segurança e da Justiça, para garantir a volta da paz social perdida.

O empresário de 53 anos, dono da provedora de internet, relatou aos policiais que vinha recebendo ligações telefônicas de números de celular com DDD de outros Estados. Durante estas chamadas, pessoas se dizendo integrantes de uma facção criminosa faziam ameaças.

A vítima contou que os supostos faccionados ameaçavam “tocar fogo na empresa” e “matá-lo”, caso ele não pagasse determinada quantia em dinheiro. Algumas mensagens enviadas para o celular do empresário continham a chave-pix em nome de uma mulher, através da qual deveria ser feita a transferência da “taxa de proteção”.

Após análise do sistema de câmeras da empresa, a polícia identificou o adolescente de 16 anos que havia tentado atear fogo à loja. O Serviço de Inteligência da PM identificou o menor e o encontrou na casa da avó dele, que confessou o ataque com fogo.

Durante a abordagem ao suspeito, foi observado que ele apresentava queimaduras visíveis (vermelhidão) na mão direita, pescoço e maxilar, compatíveis com o tipo de ação realizada na empresa.

Foram ainda localizadas roupas com forte odor de gasolina, que o adolescente teria utilizado no momento da invasão e da tentativa de incêndio. Foram entregues na Unisp calça, camiseta, boné, bolsa, tênis e uma espátula, itens usados no ataque.

Durante o registro da ocorrência, o menor revelou ser integrante da facção criminosa, cujo nome ele mesmo confirmou, em gravação de vídeo anexada ao BO.

Fonte: Folha do Sul on Line


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