VILHENA – O principal suspeito de ter assassinado Karina Fernandes da Costa, neste domingo, no bairro Vila Operária, em Vilhena, foi preso na manhã desta segunda-feira, na casa da mãe da vítima. Se as investigações confirmarem que este suspeito é realmente o assassino, a polícia estará lidando com um assassino frio e calculista. Os indícios levantados até agora pela polícia indicam que, depois de matar Karina de forma covarde e usando de muito violência, ele teve o sangue frio de ir dormir na casa da mãe de sua vítima.
Indagado pela mão de Karina se ele havia feito alguma coisa com sua filha, ele teria respondido friamente: “não fiz. Eu amava ela”, disse. E, depois foi dormir.

A reportagem do site Folha do Sul on Line entrevistou, por telefone, a mãe da Karina, de 29 anos, e mãe de quatro crianças, assassinada com requintes de crueldade.
A entrevistada confirmou que o namorado da filha foi preso na casa dela hoje pela manhã.
Ele trabalha com revenda de veículos, tinha uma relação conturbada com Karina, mas reataram a relação há cerca de três meses e, desde então, estavam juntos.
A mãe da vítima confirmou que o genro chegou em sua casa no bairro Alto dos Parecis ontem, após o corpo ser encontrado. A sogra chegou a lhe perguntar se ele havia feito alguma coisa com a namorada. Ele negou, disse que a amava e dormiu na casa da família.
A entrevistada disse que, ontem, o comerciário buscou Karina em sua casa, prometendo deixá-la no bairro São José, onde morava com os filhos. Nenhuma das quatro crianças da mulher assassinada é fruto da relação dela com o suspeito preso hoje.
Ao ser questionado sobre o que aconteceu no trajeto, o rapaz admitiu ter discutido com a parceira, mas garantiu que não a havia matado.
Segundo sua versão, ele deixou Karina nas proximidades da rodoviária, onde ela teria pegado um mototáxi. O local é cheio de câmeras de monitoramento, cujas imagens vão confirmar ou desmentir essa versão.
Correção
Na reportagem anterior, este site informou que Karina foi encontrada morta apenas de calcinha, o que sugeriria um possível abuso sexual. A perícia esclareceu que ela estava de vestido e não foi estuprada. A calça jeans encontrada perto do cadáver também não era dela.

Motivo da prisão
A mãe contou à reportagem que o filho de 33 anos (irmão de Karina), acionou a polícia após encontrar, hoje cedo, vestígios de sangue na motocicleta usada pelo cunhado. A entrevistada disse que também havia “um tufo de cabelo com sangue” no capacete usado pelo suspeito, que pernoitou em sua casa para “consolá-la”.
Levado para a Unisp, o homem considerado o principal suspeito de ter cometido o crime, está sendo interrogado.
Até a conclusão deste texto, ele continuava afirmando ser inocente. Folha do Sul on Line segue acompanhando as investigações.
Fonte: com texto e imagens da Folha do Sul on Line









