Solto há 15 dias, ‘Betão da Borracharia’ é morto a sangue frio e aumenta a sensação de insegurança

A Delegacia de Homicídios assumiu o caso e busca identificar os dois envolvidos, que estavam com capacetes no momento do crime, dificultando o reconhecimento

PORTO VELHO – O comerciante e ex-presidiário Hudson M. R., de 34 anos, conhecido como “Betão da Borracharia”, foi morto a tiros na noite desta terça-feira, 2, na Avenida Calama, bairro Planalto, zona Leste de Porto Velho. A execução foi registrada por uma câmera de segurança instalada no local e está sendo analisada pela Polícia Civil.

Momento da execução
De acordo com as imagens, Hudson estava sentado em uma cadeira na calçada, em frente à borracharia que havia inaugurado recentemente. Era um momento de aparente tranquilidade, quando dois homens em uma motocicleta se aproximam do estabelecimento.

O piloto mantém o motor ligado enquanto o carona desce calmamente da moto, caminha em direção à vítima e dispara várias vezes, atingindo principalmente a região da nuca e o tórax de Hudson. Toda a ação dura poucos segundos. Logo após os disparos, o atirador retorna para a moto e foge com o comparsa em alta velocidade.

Atendimento e constatação do óbito
Moradores da região, assustados com o barulho, acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A equipe médica chegou rapidamente, mas Hudson já estava sem vida. O médico responsável apenas pôde confirmar o óbito ainda no local.

A área foi imediatamente isolada pela Polícia Militar para a realização da perícia da Polícia Técnico-Científica (Politec), que recolheu cápsulas de munição e analisou as imagens da câmera.

Antecedentes e linha de investigação

Hudson havia sido preso no dia 14 de maio deste ano durante ações da Delegacia de Patrimônio. Segundo informações policiais, o comerciante estava em liberdade condicional há apenas cerca de 15 dias, o que reforça uma possível ligação entre sua morte e conflitos anteriores.

A execução chocou moradores do bairro Planalto, que relataram aumento na sensação de insegurança e medo. A borracharia de Hudson havia sido aberta há pouco tempo e era vista como uma tentativa de recomeço após sua saída do sistema prisional.

“O bairro está assustado. Foi muito rápido e parecia algo planejado”, disse um morador, que preferiu não ser identificado.

Investigação em andamento

A Delegacia de Homicídios assumiu o caso e busca identificar os dois envolvidos, que estavam com capacetes no momento do crime, dificultando o reconhecimento. As imagens de circuitos de segurança da região serão coletadas para rastrear a rota de fuga da motocicleta.

A polícia pede que qualquer informação que possa ajudar nas investigações seja repassada de forma anônima pelos canais oficiais.



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