
PORTO VELHO – A imagem é eloquente, o sujeito de costas dobrando-se em frouxos de riso é Fachin e a foto é do Breno Carvalho. Palhaços rindo da própria piada que por óbvio somos nós. Mas há algo que está mudando. A imprensa ame$trada se curva hoje a Raul Seixas para “desdizer aquilo tudo o que já disse antes”, mas falta muito. O Poder 360 dá um conselho ao STF: hermético, exótico e esotérico: “Seria recomendável que avaliassem se a forma como têm atuado não retroalimentou, de maneira relevante, a entropia do sistema institucional brasileiro e a polarização irracional que tomou conta da sociedade e da política”.

Para entender tudo sugiro usarem a IA, Google, desenho, pular, cartas, universitários ou o velho e eficaz Caldas Aulete.
Brasília: A ilha da fantasia virou cemitério nacional
O caso INSS seguia à deriva até pintar na Bahia um achado com o modus operandi e como nada é tão ruim que não possa piorar, além de Rui Costa, Jaques Vagner et caterva estava Vorcaro, o Robin Hood às avessas, que rouba do pobre para dar ao rico entregando dinheiro e deixando o rastilho de pólvora com espoleta no STF. A trem é maior que bu(*)da de influencer de academia, mas o certo é que “capas pretas” ampliaram o rolo usando a saída pornô-jurídica do “amigo do amigo do meu pai”, um buraco negro para tragar processos, provas, Mendonça, parentes do dono Tayayá, contrato da Dona Vivi com direito jato, cartões de crédito, helicóptero e se derem sopa Fachin, pode repetir a troca do CEP para Salvador. Brasilia fede.

Além dos cadáveres do 8/1, aposentados e políticos em geral, a cada dia surgem outros com a logo do Master. O senador Alessandro Veira citou o ”Incidente em Antares” obra que anteviu o atual pacto com o diabo entre Moraes, Lula, Mota e Alcolumbre. Lula finge neutralidade, Moraes dobra a aposta, Mota se esconde e Alcolumbre trava os pedidos de impeachment sitiado pelos fundos de previdência do Amapá. Mais cadáveres vão aparecer, vão apodrecer até que nada mais seja possível a não ser findar a greve para que os mortos possam enfim serem enterrados, amém.
Novidade em Brasília: o “bico togado
O Estatuto da Segurança Privada Lei 14.967/2024, proíbe o “bico”, jeito de reforçar os ganhos dos policiais. Diz a lei que o soldo é suficiente para viver de forma digna sem “bico”. Também é o que diz a lei sobre os servidores da Justiça – federais e estaduais – e que operam sob estatutos próprios. É quase igual.

É proibido laborar na iniciativa privada em áreas correlatas que gerem conflito de interesses, exercer gerência ou administração de sociedades privadas, praticar o comércio advogar mesmo fora do horário de trabalho, atuar como perito particular, revisor de contrato ou dar parecer pois a função exige dedicação exclusiva e logo juiz não pode dirigir Rotary, Rosa-Cruz, Lions, Apae, ONG, sociedade espírita, ser grão-mestre da maçonaria, síndico de condomínio, escola e faculdade pública ou particular. Só pode dirigir escola de magistrados, posto que seu salário maior que o do policial dá condição de ter uma vida digna e boletos em dia. Eu, encagaçado, paranoico e medroso, não ouso dizer o que penso, – e penso – mas “uómi” foi pego fazendo bico “pro” Vorcaro. Ora, a polícia não pode. E nem o juiz. Dura lex, sed lex! Oh yes!!!
Independência ou soberania! Você escolhe, você decide
Festa estranha. Parecia, mas não era. Independência é o ato de separação de um pais do domínio externo. Soberania é a capacidade de um país gerir o seu destino. Complementares, as falas são para públicos opostos. A independência visa o povo, é para festejar a separação do Brasil de Portugal. A soberania é da Constituição, referendada no mundo e nem deveria estar no palanque como mote, no desfile da independência. Na foto não se vê registro de independência e sim de soberania.

Mas, olhando melhor, o que se vê é a crise. Lula, Fachin e Alcolumbre no palanque ao lado de figuras constrangidas, sem o habitué de desfiles, como o AMoraes. Três presidentes sob tensão, a equivocada frase “Soberania a força que une”, uma fala eleitoreira e lembrei do Grito do Ipiranga. A independência se dará pela redução da inflação, impostos e gastos públicos, respeito às leis, liberdade, transparência, moralidade, previsibilidade, fim do crime organizado, das facções que ditam regras, normas, trânsito, que inferniza e destrói famílias, e solapa o estado. Independência é sinônimo de vida digna. Morte é o antônimo e se dá com o fim da corrupção do estado opressor que empobrece, emburrece e avilta. E sem essa de soberania.
Mendonça dá um nó e amarra o STF
Na capoeira o golpe chamado “negativa”, parece uma queda, mas é a preparação do ataque: corpo voltado para cima, as mãos no chão, uma perna dobrada e outra esticada buscando o pé do adversário. Se bem aplicada a queda é espalhafatosa. Mendonça não tem jeito de capoeirista, mas aplicou a negativa perfeita depois que AMoraes armou a falseta de denunciá-lo e colocá-lo no famoso inquérito 4781 – fake News – com um documento mais falso que nota de “dorreaus”.

Mendonça fez mais que AMoraes com Jair Bolsonaro, quando impediu a indicação de Ramagem para dirigir a PF e quase que como vingança, serviu o prato de sopa congelada na noite fria de São Paulo. Mendonça ordenou o afastamento do cargo de diretor da PF, Andrei Rodrigues, aliado do Xandão. Jogou b(*)sta no ventilador e pôs dois tubos dirigindo a massa para o plenário do STF e outro para Lula. Um nó cego véio.
É pau, é pedra, é o fim do caminho…
O ambiente no STF está mais tenso que gato em dia de faxina. E apesar dos rapapés e salamaleques, os desaforos escalaram. O ministro Dino deve ter ouvido dizer que Fachin é fraco e sem respeitar o fato de que ele é presidente, arrastou o colega pela toga e jogou no manguezal: “É possível a um julgador, qualquer que seja ele, ‘prometer’ o final de um inquérito, como se fosse um candidato ou para receber aplausos?”

O desaforo se deu depois que Fachin, mais perdido que barata em galinheiro disse que vai acabar o inquérito 4781, aberração parida por Toffoli e amamentada por AMoraes há mais de 7 anos.










