Prefeito acusa Sedam de omissão com empresas que poluem a cidade com fétido odor de dejetos animais

O “fedor” é sentido em praticamente toda a área urbana principalmente nas primeiras horas do dia e à noite

VILHENA – Maior cidade do sul de Rondônia e terceira  maior de Rondônia em população e economia, Vilhena paga alto preço pelo progresso: altos índices de violência e poluição ambiental (mau cheiro) decorrente das empresas que se instalaram para aproveitamento daquilo que não é aproveitado pelos frigoríficos que ali se instalaram. Um fétido odor de dejetos bovino invade praticamente todos os bairros da cidade, com maior prevalência no início das manhãs e à noite.

Esse problema que já acontece há mais de dois anos é atualmente a principal reclamação dos moradores e o prefeito Flori Cordeiro está empenhado em resolver a questão.

Em ofício endereçado à secretaria estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), o prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos),cobra firme atuação do órgão ambiental do estado. ele Flori cobra da Sedam a identificação dos poluidores e argumenta que a alegação de que empresas causadoras do problema geram emprego e renda não justifica a omissão em puni-las.

O fedor, que gera reclamações e denúncias dos moradores, é sentido em praticamente toda a área urbana, principalmente nas primeiras horas do dia e à noite.

No ofício, o prefeito Flori junta a imagem de dejetos sendo lançados ao meio ambiente, ameaça levar o caso ao Ministério Público e acena com uma possibilidade ainda mais dura: suspender as atividades das empresas responsáveis pela “fedentina”.

O prefeito aponta omissão e afirma ser insustentável a ausência de atuação firme e imediata da Sedam, a quem cabe aplicar as medidas legais cabíveis para eliminar essa prática irregular”, diz um trecho do documento, em que Flori reforça a cobrança por mais rigor na punição aos responsáveis pela poluição.

Folha do Sul já denunciou

Dois anos atrás, o site Folha do Sul on Line identificou uma das empresas responsáveis pela ”catinga” que incomoda os vilhenenses diariamente: o mau cheiro vinha de uma empresa do segmento de “graxaria”, cuja versão foi publicada na época.

Ocorre que aquele era apenas um dos casos de poluição ambiental na maior cidade do Sul de Rondônia e o problema persiste atualmente. O prefeito promete combatê-lo com maior rigor, diante da aparente omissão do órgão estadual responsável pelo serviço.

Fonte: Folha do Sul


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