Porto Velho volta a ter aspecto de uma cidade mal cuidada, com a interminável crise do lixo

E não é incomum chegar à redação fotos enviadas por moradores, mostrando que diversos pontos da cidade que seguem com lixo acumulado

PORTO VELHO – A capital de Rondônia nunca foi um exemplo de participação cidadã de seus moradores no quesito contribuição com a limpeza pública, mas até 60 dias atrás a empresa Marquise, que foi retirada da atividade por uma canetada do Poder Judiciário, vinha conseguindo manter certa normalidade no recolhimento dos resíduos sólidos (lixo) e contribuindo para uma cidade com aspecto minimamente suportável. Mas, há cerca 60 dias a cidade voltou a  ter aquele aspecto de mal cuidada, mesmo quando a coleta do lixo é realizada.

E nisto, a empresa que assumiu a atividade  vem deixando muito a desejar. Se na região central da capital é comum se deparar com pilhas de saco de lixo, caixas e outros materiais nas caladas e, mesmo quando é feito a coleta, continuar com muitos resíduos, imagina como deve estar os bairros mais afastados.

A despeito das recentes declarações da EcoPVH sobre a normalização da coleta de lixo em Porto Velho, a realidade nas ruas continua completamente diferente da regularidade que a outra empresa conseguiu estabelecer depois de muito tempo de atuação.

Aqui na redação deste www.expressaorondonia.com.br sempre chegam reclamações de que “o caminhão do lixo não está passando aqui na minha rua”, como tem feito leitor que mora na Tenreiro Aranha, nas proximidades da escola cívico militar Getúlio Vargas, aonde era o colégio Dom Bosco.

E não é incomum chegar à redação fotos enviadas por moradores, mostrando que diversos pontos da cidade que seguem com lixo acumulado.

O trecho da Campos Sales entre a Sete de Setembro e Almirante Barroso, onde tem um grande hotel que recebe turistas e tripulações de companhias aéreas, é um destes pontos com aspecto muito feito, com resto de lixo espalhado pelas calçadas.

As imagens que chegaram nesta quinta-feira, por exemplo criticam a situação em trechos do Guaporé; no Castanheira, Bairro Novo e Planalto, onde o lixo permanece acumulado por vários dias, segundo os moradores. Em vias como a Avenida Calama, por exemplo, os sacos continuam expostos há dias, sem qualquer respeito ao cronograma mínimo de coleta, evidenciando que a suposta normalização não aconteceu.

O cenário confirma que, desde que a nova empresa assumiu o serviço, a situação não apenas não melhorou, mas piorou significativamente. A empresa demonstra falta de capacidade técnica e operacional para gerir um serviço essencial, e o resultado é uma Porto Velho tomada pelo lixo, sujeita a riscos sanitários crescentes.

A postura do prefeito Léo Moraes agrava ainda mais a crise. Apesar de ter declarado que tomaria uma decisão sobre a coleta, nada foi feito até agora. A prefeitura e a própria agência reguladora seguem esticando prazos, enquanto os problemas permanecem sem solução real. Paralelamente, a Câmara de Vereadores vem reiteradamente relatando as reclamações da população e cobrando providências, sem que a administração apresente respostas concretas.

Moradores das áreas mais afetadas relatam indignação. “A situação está ficando insustentável, principalmente com as chuvas. O lixo fica dias parado e agora a gente ainda corre o risco de ver tudo sendo arrastado pela água”, afirma Dona Rosemary, moradora da Avenida Calama.

Enquanto isso, a cidade segue afundada em lixo, aguardando respostas claras, responsáveis e imediatas do poder público.

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