Perturbada com decisão judicial, presidente do Sintero ‘peita’ a Justiça e acusa a imprensa

PORTO VELHO – Parece que a liminar concedida pela Justiça de Rondônia contra a greve dos professores estaduais – com potencial de atrapalhar o ano letiva de pelo menos 170 mil estudantes – deixou a presidente do Sintero (Sindicato dos Trabalhadores em Educação) altamente perturbada. Em assembleia na manhã desta quinta-feira, a presidente do Sindicato, Dioneida Castoldi, atacou o Judiciário, o Governo de Rondônia e a imprensa. É um roteiro já bem conhecido do espectro político sindical: tentar encontrar nos outros a culpa dos seus próprios problemas

Aparentemente incomodada, dona Dioneida Castoldi culpa a imprensa pelos seus fracassos, só porque divulgou a decisão judicial exarada em despacho do desembargador Adolfo Theodoro Naujorks Neto. O magistrado questionou a legitimidade do Sintero para representar os professores e técnicos  sobre filiação dos professores ao Sintero, o que este www.expressaorondonia chegou até a citar com uma decisão estranha 35 anos depois da fundação do sindicato e de tantas greves destas categorias encabeçadas pelo sindicato.

Mas dona Dioneida prefere nivelar todos pela sua régua.

De acordo com a fala da presidente na manhã desta quinta-feira, o Sintero representa os professores e também os técnicos, diferente do que citou o desembargador em sua decisão de que a greve era ilegal. “O nosso registro é de 1989. Tem alguém dizendo que tem um registro de 2015. O nosso é de 1989”, disse ela, pedindo para uma auxiliar abrir o site do Ministério do Trabalho para encontrar a certificação do sindicato.

Em relação a imprensa, a presidente do Sintero atacou os veículos que divulgaram a decisão do desembargador Adolfo Theodoro Naujorks Neto. Ela insinuou que a matéria só foi para o ar porque os veículos não tem mais o “mensalinho” do sindicato e pediu a confirmação do sindicalista Manoel Rodrigues da Silva, atual secretário-geral.

Ele pediu a Manoel para confirmar que “durante anos o Sintero manteve uma cota mensal, pra não falar mal do Sintero. E agora nós voltamos. Então, agora tem que dizer que a gente não é – não tem representatividade, que a gente não tem ninguém”, afirmou a sindicalista, visivelmente perturbada com a decisão judicial e com a divulgação da matéria.

Mas, se o Sindicato trabalha dentro da Lei es está tudo certo, porque havia necessidade de pagar para não falar mal?

A sindicalista também tenta minimizar a baderna ocorrida no CPA e que poderia ter resultado em tragédia, com incitação para invadir o prédio, protegido pela Polícia Militar. Dona Dioneida acusa a PM de agressão.

Para encerrar a assembleia desta quinta-feira, a presidente do Sintero resolveu medir forças com a Justiça e orienta os professores a continuarem em greve e avisou que não vai acatar o percentual mínimo de profissionais nas escolas determinado pela Justiça.

www.expressaorondonia.com.br, com informações do rondoniagora.com



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