Mulher torturada, executada, com cabeça decapitada é exposta em vídeo nas redes, para mandar recado à outra facção em Vilhena

A facção criminosa que, implicitamente, assumiu a autoria do assassinato ao divulgar o vídeo chocante, teria agido para punir o tráfico sem autorização em seu território. Atualmente, Ivoni Maria Bento de Freitas estava cumprindo pena no regime semiaberto

VILHENA – Os habitantes mais antigos de Vilhena deve se perguntar em que momento a cidade perdeu sua paz, deixando para trás o lugar de clima amena, acolhedor, com muita gente vinda do sul e que, às vezes, nem fechava as janelas de casa para dormir. A Vilhena atual é uma cidade conflagrada pela guerra de facções criminosas que produz praticamente um cadáver todos os dias, nos últimos dois anos.

Às vezes, crimes com características mesmo de execução à máfia, com requintes de crueldade e exposição de cadáver nas redes sociais para intimidar os rivais e outros desavisados que tentarem se interpor no caminho – quase livre – do crime.

Foi o que aconteceu com uma mulher identificada até o momento pelo prenome de Ivone, envolvida com tráfico de droga e cumprindo condenação em regime semiaberto.

Ela que faria 51 anos daqui a 5 dias e cujo corpo foi encontrado com marcas de tortura e a cabeça decapitada, próximo ao Residencial Alvorada, em Vilhena, no início da tarde de ontem, sexta-feira, 29.

O crime teria sido cometido por um faccionado, que filmou o cadáver decapitado. O vídeo macabro, que viralizou no WhatsApp, teria chegado ontem à família da vítima.

De acordo com as suspeitas iniciais, o crime teria sido cometido justamente em virtude da disputa por pontos de venda de drogas. O carro de “Ivone”, um VW Gol prata, teria sido encontrado no mesmo bairro. A selvageria da execução seria uma espécie de “recado”, com o objetivo de intimidar grupo criminoso rival.

Conforme apurou o reportagem do jornal Folha do sul on Line, a mulher executada com requintes de crueldade se chamava Ivoni Maria Bento de Freitas, que completaria 51 de vida na próxima quinta-feira, 4 de setembro. Ainda não se sabe se ela foi executada no local em que o corpo estava ou se os assassinos a “desovaram” ali.

A reportagem apurou que Ivoni “puxava cadeia” por tráfico de drogas desde 2014. Em 2020, ela foi condenada novamente pelo mesmo tipo de crime. Chegou a trabalhar em obras públicas como presidiária e atualmente cumpria pena no regime semiaberto.

O tráfico de drogas teria sido, aliás, o que determinou a “sentença de morte” de Ivoni, que além da cabeça decepada, teria sofrido várias perfurações de faca pelo corpo. A facção criminosa que, implicitamente, assumiu a autoria do assassinato ao divulgar o vídeo chocante, teria agido para punir o tráfico sem autorização em seu território.

O Folha do sul on Line evitar expor o material justamente porque as imagens são violentíssimas e degradantes. O corpo da vítima, cujo carro foi encontrado no mesmo bairro, passará por necropsia, após ser recolhido pela funerária Santo Cristo.

Fonte: www.expressaorondonia.com.br, com reportagem da Folha do Sul on Line


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