
Foto: Fernando Frazão – Agência Brasil
RIO DE JANEIRO — Moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, retiraram aproximadamente 50 corpos de uma área de mata após a operação policial realizada pelas forças de segurança do estado nesta terça-feira (28).
Os corpos foram reunidos na Praça São Lucas, no centro da comunidade. Segundo relatos, essas vítimas não estão incluídas na contagem oficial de 64 mortos — sendo 60 suspeitos e quatro policiais. A Polícia Militar foi procurada, mas ainda não se manifestou oficialmente.
O ativista e morador Raul Santiago realizou uma transmissão ao vivo nas redes sociais e denunciou o que classificou como “uma chacina que entra para a história do Rio de Janeiro, do Brasil e marca com muita tristeza a realidade do país.”
Atendendo a pedidos de familiares, os corpos foram deixados expostos para registro da imprensa e depois cobertos com lençóis. A comunidade aguarda a chegada do Instituto Médico-Legal (IML) para a remoção.
Se as vítimas encontradas não estiverem incluídas nas 64 mortes já confirmadas, o número total de mortos da operação — considerada a mais letal da história das forças de segurança do Rio — pode chegar a cerca de 120.
Durante a noite, outros seis corpos foram encontrados em uma área de mata no Complexo do Alemão e encaminhados ao Hospital Getúlio Vargas.









