CEREJEIRAS (RO) – O lendário traficante Maximiliano Dorado – sobre quem pesa um rosário interminável de acusações de execuções, tráfico, fugas espetaculares no submundo do crime – foi condenado a mais 17 anos de prisão pela assassinato de um cabo da Polícia Militar, na cidade de Pimenteiras, em 2003, porque ele ousou interceptar um carregamento de armas pesadas da quadrilha de Max, como o chefão é conhecido.

Além de executar o cabo a tiros de pistola e render o policial que o acompanhava, os integrantes da quadrilha fizeram a típica cena de horror que é um recado dos criminosos. Naquela pacata tarde sábado, após executar o cabo no interior da embarcação para onde era carregada caixas de armas pesadas, os moradores ficaram assombradas com as rajadas de tiros de fuzil feita pelos traficantes em plena via pública, onde em seguida incendiaram a caminhonete que usavam no transportes ilegal das armas.

O julgamento

O julgamento começou na manhã desta terça-feira, 29, e terminou às 2 horas da madrugada de hoje, quarta-feira, 30. Os réus foram condenados pela morte a tiros de um cabo da Polícia Militar, ocorrido em Pimenteiras do Oeste, na tarde de 28 de junho de 2003.

Os jurados acolheram a denúncia do MP de homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima e para garantir o transporte de potentes armas.

Os réus integravam uma quadrilha de tráfico internacional de drogas liderada por Maximiliano Munhoz Dorado (Max) e transportavam várias armas naquele momento.

“Max” foi condenado a 17 anos de prisão, e Manoel Lobo Maia (Lobo) e Genivaldo Bezerra foram sentenciados a 16 anos e 4 meses cada um.

O cabo Edvilson fazia patrulhamento de rotina com um soldado e ambos abordaram um grupo que colocava caixas em uma embarcação. No momento em que o cabo foi olhar a mercadoria, levou dois tiros calibre 9mm no tórax, e o outro policial foi rendido.

Após o matarem, os réus deram rajadas de fuzil para o alto e incendiaram em via pública a caminhonete que usavam.

O inquérito foi arquivado em 2010, a pedido do MP, que em 2015 solicitou seu desarquivamento para a continuidade das investigações, o que resultou no júri desta semana.

Fonte: Gerência de Comunicação Integrada (GCI-MPRO)

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