Caos na Saúde estadual leva TCE a dar prazo de 3 dias para ação imediata de proteção aos pacientes

O objetivo é assegurar o acompanhamento permanente da situação e evitar que a insuficiência de insumos comprometa a continuidade dos serviços prestados à população

PORTO VELHO – Essencial a população, os serviços de saúde do Governo de Rondônia parece viver aquele típico clima de fim de governo, com uma crise generalizada que com promete a capacidade dos professionais de saúde atenderem que precisa. A constatação é do Tribunal de Contas do estado, que determinou a adoção imediata de medidas para regularizar o abastecimento de materiais e insumos médicos para garantir condições adequadas de atendimento à população.

E estabeleceu três dias de prazo para os gestores da saúde estadual apresentarem relatórios demonstrando as providências adotadas e o cumprimento das determinações do tribunal.

A medida, assegura o TCE, é para evitar que pacientes atendidos na rede estadual de saúde de Rondônia tenham a segurança e a continuidade da assistência comprometidas em razão da insuficiência de materiais, insumos e equipamentos essenciais para o funcionamento de unidades hospitalares.

Fiscalizações realizadas pela equipe técnica do Tribunal identificaram insuficiência de insumos considerados críticos em diversos setores assistenciais, incluindo o Hospital de Base Ary Pinheiro, em Porto Velho. Entre os itens apontados estão materiais indispensáveis para procedimentos realizados em unidades neonatais, centros cirúrgicos, centros obstétricos e setores responsáveis pelo atendimento de pacientes em estado grave.

Atuação do tribunal busca garantir atendimento seguro aos pacientes

A equipe técnica do TCE também verificou que a limitação de materiais tem levado profissionais de saúde a adotar medidas emergenciais para evitar a interrupção dos atendimentos, cenário que aumenta os riscos assistenciais e compromete a segurança dos pacientes. Entre as situações constatadas estão adaptações operacionais adotadas pelas equipes para manter a continuidade dos serviços diante da insuficiência de insumos essenciais.

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Após as fiscalizações realizadas em maio e junho deste ano, o conselheiro relator Jailson Viana de Almeida determinou que a secretaria de estado da Saúde adote providências imediatas para regularizar o fornecimento de materiais, medicamentos, equipamentos e dispositivos médico-hospitalares necessários ao funcionamento das unidades da rede estadual.

A decisão também estabelece prioridade absoluta para o abastecimento de setores considerados críticos, como unidades de terapia intensiva, unidades neonatais, centros obstétricos, centros cirúrgicos e serviços de urgência e emergência.

Medidas imediatas para evitar a interrupção dos serviços de saúde

Além da adoção das providências emergenciais, o Tribunal determinou que o Estado apresente, no prazo de três dias, informações detalhadas sobre as ações executadas para regularizar o abastecimento da rede estadual de saúde.

Entre as informações solicitadas estão o levantamento das situações de desabastecimento identificadas nas unidades de saúde, as medidas adotadas para solução dos problemas, os quantitativos distribuídos, os itens já regularizados e o cronograma para normalização integral do fornecimento dos materiais ainda pendentes.

O objetivo é assegurar o acompanhamento permanente da situação e evitar que a insuficiência de insumos comprometa a continuidade dos serviços prestados à população.

Valor público: mais segurança e continuidade do atendimento à população

A atuação do Tribunal busca proteger diretamente os cidadãos que dependem do Sistema Único de Saúde, contribuindo para a manutenção de serviços essenciais e para a redução dos riscos assistenciais decorrentes da falta de materiais e equipamentos.

Ao exigir providências imediatas e monitorar a resposta dos gestores públicos, o TCE-RO atua para garantir que hospitais e demais unidades da rede estadual disponham das condições necessárias para oferecer atendimento seguro, contínuo e compatível com as necessidades da população.

A medida reforça o compromisso do controle externo com a proteção da vida, a melhoria dos serviços públicos de saúde e a entrega de resultados concretos para quem mais precisa da assistência pública.

Fonte: com informações da Ascom/TCE-RO


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