BRASÍLIA – A Câmara dos Deputados está analisando o Projeto de Lei (PL) 373/23, que proíbe as distribuidoras de energia elétrica de todo o país de instalarem medidores com sistema de medição centralizada (SMC) ou tecnologia remota, ou de transferir os medidores para postes localizados nas vias públicas. Isso significa que o leiturista não precisa ir à casa do consumidor e, em alguns casos, o morador também não terá acesso ao medidor.

Segundo a proposta do deputado federal Fausto Santos Jr. (União-AM), a instalação de medidores nos postes dependerá da anuência do consumidor. O descumprimento das regras sujeita a empresa a multa de 50 salários mínimos, que será revertida ao fundo estadual de defesa do consumidor.

O SMC é uma tecnologia que permite a medição remota e em tempo real do consumo de energia diretamente da distribuidora. As empresas alegam que o sistema reduz o furto de energia e traz mais transparência aos serviços de leitura e medição.

Direito à informação

Para o deputado, a localização externa dos medidores impede o consumidor de verificar o seu real consumo. A proposta visa resguardar o direito à informação do consumidor. “A contagem do consumo de energia deve se coadunar com os normativos consumerista, não sendo razoável a disposição de medidores no alto dos postes de energia elétrica”, disse.

Os leituristas da Copel também entraram no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e do zika vírus. Após o Carnaval, todos que fazem a leitura do consumo de luz em 393 municípios do Estado estão de olho em possíveis criadouros.
Curitiba, 19/02/2016.
Foto: Daniela Catisti/Copel

Proposta similar foi apresentada em 2022 por Santos Jr, junto com outros parlamentares, quando era deputado estadual no Amazonas.O projeto chegou a ser convertido em lei estadual, mas esta foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A corte entendeu que o assunto é prerrogativa da União.

Tramitação

O PL 373/23 ainda será distribuído para análise das comissões permanentes da Câmara.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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