Brasil assume este ano o posto de maior produtor e exportador global de proteína (carnes) animal

Embarques do país representam um quarto do mercado entre países, Produção ao redor do mundo deve crescer um por cento ou ficar igual ao ano passado, mas no Brasil, a previsão de crescimento é de até 7 por cento

A exportação de carne bovina do Brasil será maior em 2023 | Foto: Marcello Casal

BRASÍLIA – Ao mesmo tempo em que a oferta de carnes no mercado global não cresce, o Brasil deve aumentar suas exportações de proteína animal em 2023. A projeção é do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que monitora as informações do setor em todo o planeta.

A oferta de carnes bovinas do Brasil no mercado externo, por exemplo, deve aumentar cerca de 4% em 2023. Caso se confirme, o impulso gerado vai compensar a queda de 1% nas exportações do resto do globo, mantendo a oferta praticamente igual a do ano passado.

Para as proteínas de frango e suína, a previsão do desempenho brasileiro é ainda melhor. Os embarques do país desses dois segmentos podem crescer 7% e 5%, respectivamente.

No restante do planeta, as exportações devem cair a média de 1%, para os frangos, e 5%, para os suínos.

Somando os dois segmentos aos bovinos, o volume exportado por todos os países do globo deve fechar em 36 milhões de toneladas — praticamente o mesmo volume do ano anterior. Para esse intervalo, as estimativas do USDA são de que os embarques brasileiros cresçam quase 6%.

Ao mesmo tempo em que o departamento norte-americano destaca o crescimento das exportações de carne do Brasil, o órgão cita a derrubada na produção de proteína bovina em países vizinhos. Na lista, a redução dos embarques do Uruguai e da Argentina.


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