Tempos difíceis para o governo do presidente Lula – Valdemir Caldas*

Valdemir Caldas*

PORTO VELHO – Se não houver nenhum erro de percurso, o presidente Lula subirá a rampa do palácio do Planalto pela quarta vez, após uma eleição bastante controversa. O senador Flávio Bolsonaro não reconheceu a vitória do petista, igualmente seus aliados. Estados Unidos e Argentina até agora não se manifestaram sobre a vitória de Lula. Mas isso não parece compor o mosaico das preocupações do presidente e de seus companheiros.

Contudo, existe algo muito grave com o qual o governo Lula precisa se preocupar. Trata-se da dívida pública brasileira que, em agosto de 2026, atingiu R$ 11 trilhões, o que representa 82% do Produto Interno Bruto (PIB). E o jeito para impedir que o buraco cresça ainda mais é cortar despesas, controlar a taxa de juros e fazer o ajuste fiscal, entre outras medidas urgentes e necessárias. Esse é o conselho de economistas; porém, se tem uma coisa que nem todo governante gosta, é controlar gastos.

As dificuldades não param por aí. A nova composição para o Senado e Câmara dos Deputados mostra realidade diferente da hoje vigente, a partir do próximo ano, cujos reflexos se farão sentir no quadro da governabilidade. Com o expressivo crescimento de partidos de oposição, tendo à frente deles o PL, que contará com o maior número de representantes no Senado, não será nada fácil para o presidente Lula construir base parlamentar que lhe dê o necessário suporte para governar.

Com o expressivo crescimento do partido controlado por Waldemar Costa Neto, especula-se, já, o lançamento do senador Rogério Marinho (PL-RN), principal coordenador da campanha eleitoral do candidato Flávio Bolsonaro, para à presidência da Casa, com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) correndo por fora. Tempos difíceis para o governo do presidente Lula.


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