Direito à saúde é negado a Maria Vitória, que, para viver, toma 1 injeção de 3 em 3 meses, mas está sem desde agosto

Há dezenas de Marias Vitórias que precisam do apoio estatal para amenizar seus males

PORTO VELHO – O Brasil é, definitivamente ou até o povo se levantar pelos seus direitos, um país de contraste. A Saúde, a Educação e a segurança são deveres do Estado e direito do cidadão, mas é muito comum denúncias de pessoas que não são atendidas na rede pública de Saúde, Segurança é um caos e, na Educação, só os muitos talentosos e esforçados conseguem se sobressair. Para estas três áreas há previsão constitucional de recurso que devem ser carreados a elas, para manter o atendimento ao cidadão que paga os impostos que fazem com que tudo isto funcione. 

Infelizmente não é o único caso. São inúmeros. A história da menina Maria Vitória, de apenas onze anos, é a mesma de tantas outras crianças e adultos com doenças específicas, que não conseguem o medicamento de que tanto precisam, na Farmácia do Governo. Maria Vitória tem a Síndrome de Down e, ao mesmo tempo, foi diagnosticada com autismo. Precisa tomar um medicamento a cada três meses (tempo de validade da consulta que autoriza o tratamento), mas há pelo menos meio ano sua família não consegue sequer uma dose.

O remédio é a Triptorrelina 11,25 mg e as doses de agosto e novembro simplesmente não foram tomadas, porque a Farmácia não forneceu o medicamento. Agora, a família de Maria Vitória terá que percorrer todo o calvário burocrático de novo, a verdadeira Via Crucis, que incluiu nova consulta com um especialista e, a partir daí, a batalha para que se consiga o medicamento. Maria Vitória precisa tomar a injeção a cada 90 dias, para amenizar suas dores e seus problemas de saúde.

É de vital importância que a Secretaria de Saúde corra atrás para resolver o problema. Há dezenas de Marias Vitórias que precisam do apoio estatal para amenizar seus males. A menina da nossa história é muito querida, protegida pela família, amada e cuidada, mas não tem condições financeiras de pagar até 1.300 reais por cada dose do medicamento. Certamente o secretário Jefferson Rocha, sempre atento ao melhor atendimento possível à população, vai mobilizar sua equipe para ajudar a resolver o problema de Maria Vitória.

Procurado pela reportagem deste www.expressaorondônia.com.br, para saber porque faltam os medicamentos, o secretário de Saúde do Estado, coronel Jefferson, disse que a previsão de chegada do medicamento seria esta quarta-feira. “Esse é um problema que recai sobre o Governo do Estado e a Sesau, mas são medicamentos adquiridos pelo SUS e está em falta na rede pública. De toda sorte, estamos tentando ver se há o remédio disponível nas farmácias especializadas de estados vizinhos, para atendermos a Maria Vitória”, afirma o secretário.

Fonte: com informações do blog opiniaodeprimeira


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