Descaso da Energisa e omissão da Prefeitura podem resultar em morte de crianças, na zona rural de Vilhena

“Já mandamos várias mensagens para o Laércio, secretário de Obras, ele visualiza, mas até agora não nos atendeu". Denunciante cobra ações da Secretaria Municipal de Obras

VILHENA – Moradores de um setor conhecido como Linha 3 na área rural, mas não muito distante da cidade imploram atenção da Energisa e da Prefeitura Municipal para evitar uma tragédia. O maior perigo é o de que crianças que saem e retornam do local diariamente para ir à escola sofra uma descarga elétrica e morra, já que muitas árvores está sobre os fios da rede elétrica.

Veja vídeo:

 

No que cabe à responsabilidade da Prefeitura, os moradores deste ramal vicinal reclamam a atenção da secretaria municipal de Obras para dar manutenção à estrada, que já começa a ser “engolida” pela erosão do solo neste início do período chuvoso na Amazônia.

Em contato com a reportagem do jornal eletrônico Folha do Sul on Line esta semana, uma pequena produtora da Linha 3, relatou os transtornos que ela e outros moradores vêm enfrentando neste período de chuvas.

Cerca de 10 dias atrás, segundo os moradores, o galho de uma árvore caiu sobre a rede de alta tensão, deixando as famílias que vivem naquela região às escuras. Uma equipe da Energisa esteve no local e fez a poda da árvore, mas o problema só foi resolvido parcialmente.

A moradora denuncia que são várias as árvores que estão do lado de fora das propriedades, e mantê-las afastadas da fiação é uma obrigação da prefeitura ou da Energia, que é a dona da rede elétrica. “Existe o risco real de alguma criança que fica embaixo da rede esperando o ônibus escolar morrer eletrocutada”.

A previsão sombria se deve ao fato de a própria Energisa admitir o rompimento de cabos energizados, caso algum galho atinja a fiação. E o que tem em abundância nas proximidades da rede elétrica são árvores de grande porte.

Omissão da Prefeitura

Além disso, a estrada que leva às várias chácaras naquela área começa a ser “engolida” pela erosão do solo no período chuvoso. “O ônibus escolar corre o risco de despencar em uma das crateras abertas pela força das águas, com as crianças dentro”, alerta a moradora.

No final da linha, a água das chuvas empoça e a estrada vira um rio, representando um obstáculo para que pequenos agricultores cheguem até suas propriedades, resultando em prejuízos e transtornos para a comunidade.

“Já mandamos várias mensagens para o Laércio, secretário de Obras, ele visualiza, mas até agora não nos atendeu. Aproveitamos para reforçar o pedido de ajuda, porque se nada for feito, pode haver até mortes por aqui”, finaliza a denunciante.

Este www.expressaorondonia.com.br mantém o espaço franqueado à Energisa e à Prefeitura de Vilhena para manifestar suas posições.

Fonte: Folha do Sul
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