Aos mestres, com carinho – Por: Humberto Oliveira

Poitier entrega uma performance poderosa e por isso o filme continua emocionando o público

Humberto Oliveira*

PORTO VELHO – O cinema é pródigo na realização de filmes contando histórias de professores. Existem de vários gêneros e para todos os gostos, inclusive um politicamente incorreto, o violento ‘O substituto’, com Tom Berenger, mas pensando bem, ele é um policial infiltrado numa escola fingindo ser professor. Vale como exemplo! O foco aqui são longas mostrando o dia a dia destes abnegados que chamamos de mestre e infelizmente são pessimamente remunerados e pouco reconhecidos pelo trabalho que realizam, ou seja, ensinar, transmitir conhecimentos e formar pessoas de todas às idades.

Neste dia dos professores, minha homenagem a tão importantes profissionais, são dois dos melhores filmes tendo como personagens principais professores que enfrentam com inteligência, humildade e determinação inúmeros desafios para exercer dignamente seu ofício, quase mesmo sacerdócio.

O clássico Ao mestre, com carinho, estrelado pelo excelente Sidney Poitier, que interpreta um jovem professor enfrentando uma turma de alunos indisciplinados e desordeiros. O longa é um clássico dos anos 1960. Os rebeldes estudantes estão determinados a destruir o novo mestre como fizeram com o anterior, no entanto, este é um professor muito determinado, que aos poucos mostra a cada um deles que são adultos e devem estar preparados para o mundo.

Poitier entrega uma performance poderosa e por isso o filme continua emocionando o público.

O segundo longa é o sensacional Sociedade dos Poetas Mortos, dirigido por Peter Weir e estrelado pelo ator Robin Williams e um elenco de jovens talentos. Williams interpreta o professor John Keating, que passa a lecionar numa escola apenas para rapazes. Ali ele bate de frente com a rigidez no ambiente e tenta quebrar a rotina com seu método de ensino nada ortodoxo.

Keating usa o humor e a sabedoria para ensinar e mostrar a seus jovens alunos a seguirem seus sonhos e a viverem vidas extraordinárias. No entanto, logo surgem inúmeros conflitos, não apenas com a arcaica direção da escola, mas também com os pais, que veem o mestre tentando desvirtuar seus filhos do destino traçado por eles, os genitores.

O desempenho brilhante de Robin Williams, as atuações marcantes dos jovens atores, um roteiro repleto de poesia e a direção emocional de Weir fazem de A Sociedade dos Poetas Mortos um das mais cativantes produções do gênero e eleva o ofício de ensinar a sua verdadeira e fundamental importância, ou seja, não apenas ensinar fórmulas, mas ensinar a pensar, a ter senso crítico e mais.

Minha homenagem a todos os professores. Profissionais que merecem reconhecimento e respeito.

*É jornalista de formação, cinéfilo por opção e poeta diletante


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