NEPAL – O número de mortos após os deslizamentos e as enchentes que atingiram a região de fronteira entre o Nepal e a China chegou a 675, segundo atualização das autoridades de gestão de desastres divulgada neste sábado, 29.
De acordo com a polícia nepalesa, cerca de 2,5 mil pessoas estão desaparecidas nos dois lados da fronteira. Entre elas há nepaleses, chineses e cidadãos de outras nacionalidades.

A situação pode se agravar. Mais chuvas são esperadas neste fim de semana nas áreas atingidas, que registraram destruição em cidades próximas à fronteira e danos em estruturas de transporte, comunicação e geração de energia.
Segundo as autoridades, 2.301 pessoas ficaram feridas e receberam atendimento médico.

O ministro das Finanças do Nepal afirmou que o país vai precisar entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões (entre R$ 20,8 bilhões e R$ 26 bilhões, na cotação atual) para reconstruir as áreas devastadas.
Entenda destruição no país
As enchentes destruíram cidades e provocaram danos em escolas, hospitais, estradas, pontes e usinas hidrelétricas;
Cerca de duas dezenas de pontes foram completamente destruídas, o que prejudica o transporte e a comunicação na região.

Diante dos estragos, o governo nepalês pediu à Índia e à China que antecipem a reabertura de rotas de transporte e comunicação nas áreas afetadas.
Nepal volta atrás e aceita ajuda internacional em resgates
Países como Índia, China, Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul, Sri Lanka e Bangladesh demonstraram interesse em enviar equipes de busca e salvamento ao Nepal, segundo o jornal Kathmandu Post.
Inicialmente, o governo nepalês, porém, afirmou que consegue conduzir as operações com equipes próprias neste momento.

Após sofrer pressão diplomática das nações com cidadãos desaparecidos após o desastre, na sexta-feira (28/8), o Ministério das Relações Exteriores informou que o Nepal precisa de apoio estrangeiro em áreas técnicas e especializadas, mas não considera necessária a presença de equipes internacionais de busca e salvamento em geral.
Segundo o ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, os socorristas nepaleses têm condições de continuar as operações por conta própria.
Por: Álvaro Luiz Fonte: metrópoles.com.br









