Flávio Bolsonaro, o irmão de Vorcaro – Política & Murupi – Léo Ladeia

Jornalismo e política possuem funções distintas, mas estão sempre se cruzando e não raro em campos antagônicos

Leo Ladeia

PORTO VELHO – O PT buscava uma palavra que colasse o Master a Bolsonaro sem sucesso. A bem da verdade nem havia a possibilidade. O rolo Master vem da Bahia com as digitais do PT e sem dúvida se espalhou para o Brasil de forma avassaladora. BozoMaster ou BolsoMaster pareceu infantil, algo 5ª série, mas quando se trata dos Bolsonaros, tudo pode acontecer e Flávio fez acontecer. O seu áudio pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro e dizendo que estava e estaria com ele sempre meu irmão – não importa a razão – deu ao PT o mote para a colar com superbonder a foto e o nome do Vorcaro no seu material de campanha. A primeira pesquisa pós divulgação do áudio saiu hoje e já mostra a desidratação do Flávio.

Foto: Reprodução/redes sociais

Como e se será possível reverter tal prejuízo, só o tempo dirá, mas o PT é o craque das narrativas. E por falar em Vorcaro ele seguiu a máxima de não por os ovos numa só cesta. Distribuiu ovos nos três poderes, palácios, famílias, pu(*)eirós, filmes. Fez um p(*)ta strike.

Casa de cabas I

Jornalismo e política possuem funções distintas, mas estão sempre se cruzando e não raro em campos antagônicos. É da política a busca e conquista do poder para, ao menos em tese, exercê-lo em prol de projetos, ideologias e interesses coletivos e/ou partidários. O jornalismo percorre uma linha paralela para informar com base em fatos ou investigação a pluralidade de perspectivas do que faz, do que não faz e propõe o político.

 

Por vezes as paralelas se tangenciam, se tocam e quando ou se faltam equilíbrio, sobriedade e respeito o conflito desborda para a agressão. Com um sugestivo nome que lembra confronto, um vereador de Porto Velho pulou o limite entre discordar do trabalho jornalístico e atuar no exercício de suas próprias razões. A agressão foi respondida pela classe que unida foi à Câmara solicitar da Mesa Diretora o devido reparo. O fato não é o único do vereador e, por seu estilo belicoso, pode não ser a última tentativa em calar jornalistas, o que é lamentável.

Casa de cabas II

Para esclarecer: o político busca persuadir e mobilizar eleitores e o jornalista atua para questionar, fiscalizar e contextualizar ações do poder público. Políticos têm partidos e ideologias, jornalistas têm o amparo constitucional que garante o sigilo e anonimato da fonte, órgãos de classe e defesa por parte da maioria das empresas onde prestam serviços e algo relevante para os que conseguem credibilidade junto ao público: são formadores de opinião. Esta talvez seja a razão pela qual raramente os jornalistas se filiam a partidos e se são, sofrem restrições na atividade quando disputam cargos eletivos, evitando conflitos entre o compromisso profissional e o interesse político que podem suscitar dúvidas na percepção de neutralidade e na cobertura dos fatos.

São dias difíceis na sempre cortês Câmara de Vereadores de Porto Velho. Além de solidarizar-me com meus colegas e veículos de comunicação reforço o pedido para que os fatos sejam apurados e que a verdade seja exposta.

Vem aí o novo Estádio Aluizio Ferreira

Será mesmo? Vendo a foto do atual campinho e a maquete do futuro campão fico na dúvida sobre o que teremos. O tempo de execução da obra é de um ano e meio e estamos a meio ano do fim do atual governo. Se por dois mandatos a expectativa era a de receber o Heuro e até hoje nada, por que devo acreditar que com o “campo de futebol” será diferente? Dúvidas à parte, ainda bem que a ideia está vingando e ao menos um projeto surgiu. Viva!

Mas por que no mesmo lugar imprensado entre duas vias, a Farquar e a Rui Barbosa com pouco espaço para estacionamento e se existem áreas disponíveis para um projeto maior? Por que esquecer o projeto do estádio no Espaço Alternativo? Saúdo a possibilidade de mais uma das muitas reformas e até por isso insisto em algo maior. Dinheiro existe, vontade e força política da Federação Rondoniense junto à CBF com Heitor Costa, também. Então como diria o Sambarilove, por que fazer, por que não fazer? Façam-no. É papo 10.

O STF, os olheiros e meus três tipos de medo

Estou lisonjeado. Quanta preocupação. O STF vai dar R$ 249 mil a uma empresa para acompanhar e analisar a presença digital nas redes sociais. Monitorar e fazer o clipping online 24 horas por dia, todos os dias, abrangendo perfis oficiais (e os particulares, não oficiais como ficam?) da corte nas redes sociais e também temas de seu interesse. Não gostei. Vejo a deduragem explícita com alertas de menções online, relatórios diários e mensais com análises quantitativas e qualitativas, além de boletins eventuais sob demanda sem limites para a coleta de menções, de forma a viabilizar a análise da presença digital do STF.

É claro que para tudo sempre há um porquê e o STF diz que o objetivo é “reunir e sistematizar conteúdos de acesso público, permitindo à área de comunicação compreender demandas informacionais e orientar ações voltadas à transparência e esclarecimento de temas relevantes”. Claro que sempre que o estado se impõe minha paranoia volta e pior, o preço do haloperidol subiu e eu sem ele sou um ninguém, me borro todo e tenho três tipos de medo. Eu só falei de STF aqui no fim e mesmo assim no maior cagaço. Vixi!
1.6-Fim de papo

Há os que gostam, os que detestam, os que se lembram e até os desmemoriados. Entre Aldo Rabelo e Joaquim Barbosa, pre-candidatos à presidência da república fico com a terceira ou a quarta opção: branco e nulo. Se é que me fiz entender…

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