Facção criminosa pode ter mandado incendiar provedor de internet que se negou a ‘racha’ de 50% em Rondônia

O suspeito assumiu a compra do material e também contou ter deixado o galão próximo ao provedor incendiado, mas não revelou a mando de quem teria agido. Não há, porém, confirmação de que ataques tenham sido criminosos

COLORADO DO OESTE – Um homem de 29 anos, foi preso como o principal suspeito de ter incendido um provedor de internet em Colorado do Oeste. Outro escritório da empresa, em Cerejeiras, também foi incendiado quase que simultaneamente, e ação pode ser retaliação de uma facção criminosa que quer ficar com metade de tudo que a empresa futura. Como os donos das empresas se negaram a ceder às chantagens dos criminosos, as instalações da empresa em Colorado do Oeste e Cerejeiras foram incendidas praticamente ao mesmo tempo, na noite desta terça-feira. As duas cidades ficam distantes cerca de 40 quilômetros uma da outra. 

Os incêndios praticamente destruíram os escritórios da empresa nas duas cidades. Em ambos os casos, equipes do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas.

Horas antes do incêndio ser provocado, os donos do provedor receberam ligações de pessoas que se identificavam como membros de uma facção criminosa. Nas ligações, os supostos faccionados exigiam uma parte do lucro da companhia. E ameaçavam: se o pagamento não fosse feito, haveria retaliações.

É o modos operandis das facções criminosas nas grandes cidades sendo implantado nas cidades pequenos.

Veja vídeo: 

A polícia apurou que o suposto incendiário comprou um galão de gasolina em um posto de combustíveis na região central de Colorado do Oeste no início da noite, e o recipiente de 5 litros foi deixado no local do ataque.

O suspeito assumiu a compra do material e também contou ter deixado o galão próximo ao provedor incendiado, mas não revelou a mando de quem teria agido. Também negou participação no crime, e não comentou sobre o mesmo tipo de ação em Cerejeiras.

O incêndio 

Em Colorado, a corporação foi acionada pelo próprio dono do provedor e, ao contrário do que afirma a voz masculina que é ouvida em um dos vídeos que viralizaram nas redes sociais, falando em uma suposta demora no atendimento da ocorrência, o socorro não demorou, segundo a comandante da unidade.

Ao chegar ao local do incêndio, os Bombeiros coloradenses encontraram a empresa consumida pelas chamas, mas atuaram para controlar os focos. Foi encontrado um recipiente com combustível, indicando uma possível ação criminosa, mas ainda não há confirmação oficial sobre tal hipótese.

Em cerejeiras, o ataque a fogo foi contra o contêiner onde funciona a parte administrativa do provedor, que ficou totalmente incinerado. O local onde fica a frota da empresa não foi atacado. Um isqueiro foi achado nas proximidades do contêiner, mas também não há confirmação de que alguém tenha ateado fogo de propósito nas instalações.

Veja outra vídeo:

Nas redes sociais e em grupos no WhatsApp circulam rumores de que os ataques teriam sido ordenados por uma facção criminosa que atua no Estado. Em outras duas cidades de Rondônia (Guajará-Mirim e Nova Mamoré), provedores também teriam sido incendiados.

Mesmo não havendo confirmação oficial de que grupos criminosos estão por trás dos atos de terrorismo praticados ontem, uma ação similar registrada no mês de agosto, em Vilhena, onde outra empresa do segmento também foi atacada, reforça a suspeita de faccionados retaliando empresários que não cedem a tentativas de extorsão

Mais um vídeo:

Nos dois casos que aconteceram no Cone Sul, imagens de câmeras de monitoramento instaladas nas proximidades dos locais atingidos revelarão se o fogo destruir foi mesmo ateado intencionalmente.

Fonte: com informações do Folha do Sul on line


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