PORTO VELHO – O risco de acontecer em Rondônia um desastre ambiental como os que aconteceram em Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, é real e o Ministério Público Federal está apertando o cerco aos responsáveis por uma barragem de rejeito que oferece perigo real de desmoronar, no local onde já foi o maior garimpo de cassiterita à céu aberto no mundo, Bom Futuro, em Ariquemes. O local agora é controlado pelas cooperativas Coopersanta e Coopermetal, que não se manifestaram sobre as denúncias do MPF.
Inspeção do Ministério Público Federal (MPF) e a Agência Nacional de Mineração (ANM) identificou risco de rompimento na barragem Jacaré Superior, com milhares de toneladas ou metros cúbicos de rejeito de mineração (água e lama).

Para garantir o acompanhamento das ações e a segurança das estruturas, o MPF requisitou à Superintendência de Fiscalização de Barragens da ANM o envio, no prazo de 30 dias, da íntegra do material produzido durante as inspeções nas barragens Jacaré Superior e Jacaré Inferior, incluindo relatórios, audiovisual, autos de infração, pareceres e demais documentos.
Um dado preocupante desta inspeção é que o MPF já havia recomendado, em fiscalizações anteriores, a instalação do sistema de videomonitoramento, para detectar e prevenir ameaças em tempo real. O sistema não foi instalado e os responsáveis apresentam evasivas questionáveis para o não cumprimento da recomendação, alegando que os equipamentos poderiam ser furtados.

De acordo com o MPF, o ponto mais vulnerável é o talude (laterais) da barragem, que está muito próximo de um canal escavado por garimpeiros durante os primeiros anos de exploração mineral na região e corre o risco de desmoronar em caso de chuvas intensas.
A recomendação da Agência Nacional de Mineração é que seja feito um novo desvio do rio, mas essa ação precisa de estudos técnicos e aprovação ambiental.
Você leu aqui:
Inspeção aponta fragilidade em barragem de mineração em Ariquemes
A reportagem não conseguiu contato com as cooperativas Coopersanta e Coopermetal, responsáveis pelo empreendimento, mas continua à disposição parta ouvir o contraditório .
www.expressaorndonia.com.br, com informações da Ascom MPF-RO









