VILHENA — A cena de violência doméstica é sempre chocante e desagradável. Agora imagina presenciar uma mulher banhada em sangue correndo pela rua com uma criança e sendo espancada pelo companheiro, um homem violento que foi liberado da prisão recentemente e ainda é monitorado por tornozeleira eletrônica. A cena foi presenciada por muita gente aconteceu no início da tarde de ontem em Vilhena, que vive uma onda de violência sem precedentes que vai de violência doméstica a decapitação de mulheres e execução em via pública, muitas delas motivadas pela guerra de fações.
Será que as avaliações feitas por terapeutas, psicólogos que elaboram laudos nos quais juízes se baseiam para soltar um preso estão cumprindo padrões profissionais, já que o que se vê é gente muita violenta que é liberada da prisão pela Justiça e, em seguida volta, a reincidir no mesmo crime?
Essa justiça boazinha com agressores de mulheres vem custando muitas vidas, enquanto aumento o volume de agressões e de vítimas
Apurando os detalhes deste caso, a reportagem do Folha do Sul on Line entrevistou, por telefone, o homem que testemunhou, no início da tarde de ontem, uma cena revoltante no bairro Barão de Melgaço 3, em Vilhena: uma mulher correndo e gritando pelas ruas, enquanto era espancada por um homem sem camisa e usando uma tornozeleira eletrônica.
Em companhia de uma criança aparentando entre 4 e 5 anos, a vítima estava completamente ensanguentada, e só deixou de ser agredida com o que parecia um cabo de vassoura, quando conseguiu parar o motorista de uma caminhonete que passava e pedir ajuda.
Diante da situação, o agressor, que usava tornozeleira eletrônica, saiu correndo, e passou debochando pelo motorista que parou para ajudar a mulher. Segundo a testemunha ouvida por este site, o denunciado, que ainda não foi localizado, teria saído recentemente da cadeia.
Ao lado da criança, da qual seria mãe, a mulher aparentando cerca de 30 anos, aguardou no local a chegada da guarnição da Polícia Militar, acionada para atender a ocorrência. Mas ainda não há informações oficiais sobre o desfecho do caso, muito menos sobre a localização do agressor, descrito como “branco e gordo”.









