Barbeiragem – Energisa: mudar torres no viaduto para Colorado impacta 220 mil consumidores e custa $18 milhões

Só agora, ao final da obra, é que foram perceber que no meio do caminha há várias pedras, digo, torres de transmissão de energia

PORTO VELHO – O impasse na obra do trevo e viaduto de acesso as cidades de Colorado do Oeste, Cerejeiras, Cabixi, Pimenteiras e Corumbiara – todas no extremo Sul de Rondônia –  é o resultado da desconexão ou displicência de quem faz os projetos de engenharia, está entravando a conclusão da obra, vai custar pelo menos 20 milhões de reais a mais ao já esfoliado contribuinte e podem impactar 220 mil consumidores. 

Para remover as torres de lugar, a Energisa terá de fazê-lo sem interromper o fornecimento de energia a estes 220 mil moradores e empresas.

É o equivalente a trocar o pneu do carro com o carro em movimento.

Mesmo com vistorias dos técnicos e engenheiros do Dnit, do deputado federal Lúcio Mosquini, autor de uma das emendas que garantiu parte dos recurso para obra e também engenheiro civil, ninguém percebeu que havia uma fileira de 18 torres de transmissão de energia elétrica em alta voltagem.

Só agora, ao final da obra, é que foram perceber que no meio do caminha há várias pedras, digo, torres de transmissão de energia.

É uma típica barbeiragem da engenharia. Ou dos que fizeram os projetos do trevo e do viaduto, quando já existiam as torres de transmissão de energia os os que fizeram o projeto do linhão e não observaram as margens da rodovia que obrigatoriamente têm de ficar livre.

Por volta das 17h, a assessoria de imprensa da superintendência do Dnit em Rondônia explicou a situação e encaminhou uma nota do em Brasília, a seguir:

“O DNIT informa que aguarda acordo com Energisa para remanejamento da rede de energia. Após esse acordo, a previsão da autarquia é que as obras sejam concluídas em um ano”.

Oito dias depois que este www.expressaorondonia.com.br repercutiu em destaque uma reportagem do site parceiro Folha do Sul on Line falando do impasse, a Energisa se manifestou nesta quarta-feira, 16, com um pequeno release falando sobre o problema.

   Veja a seguir, na íntegra, o esclarecimento da Energisa:

“A Energisa esclarece que as redes de distribuição de alta tensão de energia (linhões) localizadas próximo ao viaduto de acesso a Vilhena, são regulares e respeitam as faixas de domínio e toda legislação vigente. As obras de deslocamento das redes abrangem a realocação de 18 torres, que fazem parte do Linhão de Distribuição de Alta Tensão, responsável pelo abastecimento de energia de 220 mil clientes de vários municípios. Sendo, portanto, uma obra de alta complexidade.

O orçamento para a realização da obra, elaborado de acordo com as normas vigentes da Aneel e válidas para todo o território nacional, já foi apresentado ao DNIT e a Energisa aguarda o pagamento para iniciar as obras. A Energisa alerta que não seja executada nenhuma intervenção perto da rede elétrica por questões de segurança e para que não ocorra a interrupção do fornecimento de energia”.

                      Você leu aqui no expressaorondonia:

Energisa cobra R$ 3 milhões para trocar duas torres em obra de R$ 27 milhões em Vilhena, no acesso a Colorado do Oeste (vídeo)

www.expressaorondonia.com.br



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