VILHENA – Um impasse envolvendo o Dnit, a comercializadora e distribuidora de energia em Rondônia (Energisa) e a construtora que faz o trevo e viaduto de acesso à cidade de Colorado do Oeste está impedindo o avanço da obra e aumentando os riscos de acidente no local. A obra fica a cerca de 10 quilômetros da área urbana de Vilhena e, a mudança de local de duas torres de transmissão de energia seria o nó da questão. O novo complexo viário está orçado em 27 milhões de reais.
Para concluir os acessos ao viaduto, duas torres de transmissão precisam ser removidos de lugar e a Energia cobrou a bagatela de 3 milhões de reais para executar o serviço. O custo total da obra para construir as pistas de acesso e o viaduto foi orçado em 27 milhões de reais.
Muito provavelmente, tanto a construtora quanto o Dnit devem ter achado o valor muito alto, fazendo um comparativo com o valor total da obra.
O caso agora está na Justiça e aguarda-se um desfecho, enquanto os usuários da rodovia continuam submetidos ao risco de acidentes que podem lhes custar a vida..

Enquanto isso, a obra está paralisada e o risco de acidentes fatais é iminente.
Após um taxista enviar o vídeo de um usuário da rodovia reclamando da demora para concluir o “anel viário” que liga a BR 364 à 435, que dá acesso a Colorado do Oeste e outras cidades da região, o Folha do sul on line buscou mais informações sobre a paralisação da obra.
O site conversou com o deputado federal Lúcio Mosquini (MDB), que garantiu junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a maior parte dos recursos federais para bancar o viaduto, cujas obras começaram no final de 2023, na saída de Vilhena para Porto Velho.
No final da manhã desta terça-feira, a reportagem deste www.expressaorondonia.com.br tentou contato com a assessoria da Energisa e perguntou se empresa gostaria de se manifestar, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria, às 14h.
Assista em vídeo a reclamação de um usuário da rodovia:
Mosquini esclareceu que, como o acesso à parte superior do viaduto não pode ser acessada pelos veículos por causa da rede de alta tensão, foi solicitado pelo DNIT (que toca o empreendimento através de empresa contratada) à Energisa que fosse feita a remoção de duas torres de transmissão para liberar o tráfego.
Após a concessionária da distribuição elétrica em Rondônia avisar que o serviço custaria R$ 3 milhões, o DNIT, aparentemente achando o preço “salgado”, levou o caso à justiça, o que resultou na paralisação dos trabalhos.
Obras do viaduto e trevo de acesso as cidades de Colorado do Oeste, Cabixi, Cerejeiras, Pimenteiras, e Corumbiara - Foto: Folha do Sul
Agora, há quatro desfechos possíveis: o órgão federal paga o valor exigido, o preço baixa por ordem judicial ou a Energisa será obrigada a executar a mudança das torres. A quarta opção, que seria um acordo entre as partes, também pode acontecer.
Até que uma decisão saia e a obra orçada em R$ 27 milhões prossiga, motoristas que precisam sair da BR 364 (federal) para entrar na BR 435 (federalizada), continuam correndo riscos durante a manobra. Era justamente esse perigo que a estrutura paralisada (e sem prazo para recomeçar) buscava amenizar.
Fonte: Folha do Sul www.expressaorondonia.com.br



Obras do viaduto e trevo de acesso as cidades de Colorado do Oeste, Cabixi, Cerejeiras, Pimenteiras, e Corumbiara - Foto: Folha do Sul





