Energisa cobra R$ 3 milhões para trocar duas torres em obra de R$ 27 milhões em Vilhena, no acesso a Colorado do Oeste (vídeo)

Até que uma decisão saia e a obra orçada em R$ 27 milhões prossiga, motoristas que precisam sair da BR 364 (federal) para entrar na BR 435 (federalizada), continuam correndo riscos durante a manobra

VILHENA – Um impasse envolvendo o Dnit, a comercializadora e distribuidora de energia em Rondônia (Energisa) e a construtora que faz o trevo e viaduto de acesso à cidade de Colorado do Oeste está impedindo o avanço da obra e aumentando os riscos de acidente no local. A obra fica a cerca de 10 quilômetros da área urbana de Vilhena e, a mudança de local de duas torres de transmissão de energia seria o nó da questão. O novo complexo viário está orçado em 27 milhões de reais.

Para concluir os acessos ao viaduto, duas torres de transmissão precisam ser removidos de lugar e a Energia cobrou a bagatela de 3 milhões de reais para executar o serviço. O custo total da obra para construir as pistas de acesso e o viaduto foi orçado em 27 milhões de reais.

Muito provavelmente, tanto a construtora quanto o Dnit devem ter achado o valor muito alto, fazendo um comparativo com o valor total da obra.

O caso agora está na Justiça e aguarda-se um desfecho, enquanto os usuários da rodovia continuam submetidos ao risco de acidentes que podem lhes custar a vida..

Enquanto isso, a obra está paralisada e o risco de acidentes fatais é iminente.

Após um taxista enviar o vídeo de um usuário da rodovia reclamando da demora para concluir o “anel viário” que liga a BR 364 à 435, que dá acesso a Colorado do Oeste e outras cidades da região, o Folha do sul on line buscou mais informações sobre a paralisação da obra.

O site conversou com o deputado federal Lúcio Mosquini (MDB), que garantiu junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a maior parte dos recursos federais para bancar o viaduto, cujas obras começaram no final de 2023, na saída de Vilhena para Porto Velho.

No final da manhã desta terça-feira, a reportagem deste www.expressaorondonia.com.br tentou contato com a assessoria da Energisa e perguntou se empresa gostaria de se manifestar, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria, às 14h.

Assista em vídeo a reclamação de um usuário da rodovia:

Mosquini esclareceu que, como o acesso à parte superior do viaduto não pode ser acessada pelos veículos por causa da rede de alta tensão, foi solicitado pelo DNIT (que toca o empreendimento através de empresa contratada) à Energisa que fosse feita a remoção de duas torres de transmissão para liberar o tráfego.

Após a concessionária da distribuição elétrica em Rondônia avisar que o serviço custaria R$ 3 milhões, o DNIT, aparentemente achando o preço “salgado”, levou o caso à justiça, o que resultou na paralisação dos trabalhos.

Obras do viaduto e trevo de acesso as cidades de Colorado do Oeste, Cabixi, Cerejeiras, Pimenteiras, e Corumbiara - Foto: Folha do Sul

Agora, há quatro desfechos possíveis: o órgão federal paga o valor exigido, o preço baixa por ordem judicial ou a Energisa será obrigada a executar a mudança das torres. A quarta opção, que seria um acordo entre as partes, também pode acontecer.

Até que uma decisão saia e a obra orçada em R$ 27 milhões prossiga, motoristas que precisam sair da BR 364 (federal) para entrar na BR 435 (federalizada), continuam correndo riscos durante a manobra. Era justamente esse perigo que a estrutura paralisada (e sem prazo para recomeçar) buscava amenizar.

Fonte: Folha do Sul

www.expressaorondonia.com.br


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