Arrogância, abandono da Saúde e aposta só no asfalto deu ‘uma lapada’ no prefeito Hildon; política se faz com humildade

E arrastou junto com o naufrágio da nau do Prédio do Relógio pelo menos 15 dos 22 vereadores que abdicaram de suas reais funções -  produzir Leis e fiscalizar as ações da Prefeitura - em troca de cargos comissionados

PORTO VELHO – O resultado da eleição de domingo consagrando com a vitória um candidato que lutou sozinho contra um sistema e contra todos os partidos, traz lições às eleições gerais, daqui há dois anos. Arrogância, abandono da Saúde e aposta só na execução de asfalto que terá de ser quebrado daqui há algum, tempo para implantação da rede de esgoto. Que a lição seja compreendido já para as eleições de daqui há dois anos,  em 2026, quando o atual prefeito de Porto Velho deverá buscar uma vaga ao Senado ou mesmo a governador do Estado.

E arrastou junto com o naufrágio da nau do Prédio do Relógio pelo menos 15 dos 22 vereadores que abdicaram de suas reais funções –  produzir Leis e fiscalizar as ações da Prefeitura – em troca de cargos comissionados para seus apaniguados e muitas promessas aos eleitores.

É sintomático que Mariana, Hildon, Mariana e companhia tenha passada toda a campanha falando de asfalto e, para, ‘passar um melzinho na boca’ do eleitor passaram a anunciar a construção de um hospital municipal. Asfalto e rodoviária nova, Saúde que é bom, necas…

O retrovisor das eleições dos últimos 30 anos mostra que apostar todas as fichas na execução de asfalto para vencer uma eleição não funciona. A história mostra que o eleitor não compreende asfalto como um legado que justifique a eleição do gestor.

Com muito dinheiro, fazer asfalto ou recapear ruas já asfaltadas é fácil.

Trabalhoso é gerir a saúde com responsabilidade, priorizando absolutamente as pessoas que mais precisam e no momento de maior fragilidade de suas vidas, aí já não é tão fácil assim. Porque a Saúde também está cheia de ‘cabides’ para acomodar os indicados dos vereadores.

História

Na eleição de 1990, em que, após a morte do senador Olavo Pires, foi disputada pelo candidato Valdir Raupp de Matos e o então deputado estadual Osvaldo Piana Filho. Naquela eleição, o então ex-prefeito de Rolim de Moura e ex-diretor-geral do DER, Valdir Raupp, apostava que teria maioria de votos no Sul de Rondônia, região compreendida pelos municípios de Vilhena, Colorado do Oeste, Cerejeiras, Cabixi, Corumbiara e Pimenteiras. Como diretor do DER, Raupp convenceu o então governador à época, Gerônimo Santana a asfaltar os 90 quilômetros entre a BR-364, em Vilhena, a cidade de Colorado do Oeste.

Raupp estava seguro de que, naquela região, ele teria a maioria dos votos.

Ledo o engano!

Não teve o reconhecimento esperado e a maioria  do eleitorado garantiu maioria de votos a Piana, com percentuais acima dos 50 e 60 por centos dos votos.

 

Que os perdedores saibam fazer a leitura correta do resultado das eleições e ‘baixem a bola’ e aprendam a lição: o eleitor está de ‘saquito’ cheio de ser massa de manobra e as assertivas do prefeito Hildon Chaves de que Porto Velho é uma cidade melhor não colou.

Aos vencedores, que também aprendam a lição: uma boa gestão deve olhar para todos os setores da administração, não querer lacrar geral a Câmara de Vereadores e tirar da cabeça essa ideia maluca de que só fazer asfalto melhora a vida das pessoas e de uma cidade.

Fica a lição!

Carlos Araújo, especial para o www.expressaorondonia.com.br



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