VILHENA – Uma adolescente indígena relata que fora abusada sexualmente dos nove aos 14 anos por um primo mais velho, teve o desprezo e indiferença dos pais que passaram a rejeitá-la até doá-la a um homem mais velho não indígena que trabalhava na localidade. Ela teria vindo para Vilhena, na condição de mulher do homem a quem doada, mas agora foi abandonada, não é aceita de volta ao convívio da família na aldeia e não tem para onde ir ou onde ficar.
Desesperada e sem alternativa, a garota, de idade não revelada, procurou, nesta semana, o 3º Batalhão da Polícia Militar em Vilhena e contou a situação dramática que está vivendo após se separar do homem com quem havia morado por cerca de um ano.
Ela fez uma revelação estarrecedora: disse que dos 9 aos 14 anos, teria sido abusada sexualmente por um primo maior de idade. A violência aconteceu na aldeia indígena da região onde a vítima e o suposto abusador moravam.

Ao relatar aos pais os abusos contra ela, a menina não apenas deixou de ser apoiada, como foi entregue em casamento a um homem que trabalhava na terra indígena. Os dois moraram em Vilhena por cerca de um ano, mas o casamento terminou.
A adolescente contou aos militares que, ao se ver desamparada e sem ter para onde ir após a separação, tentou retornar para a casa dos pais na aldeia, mas eles se negaram a recebê-la de volta.
Diante da situação, e da idade da vítima, o caso foi passado para o Conselho Tutelar, que adotará as providências cabíveis para que a menina abusada tenha o acolhimento devido.
Fonte: Folha do Sul on Line
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