Saúde em Porto Velho segue com problemas, indica nova fiscalização do TCE

Uma fiscalização inesperada realizada pelo Tribunal de Contas de Rondônia (TCE-RO) no último final de semana revelou problemas graves nas unidades de saúde de Porto Velho.

Os auditores examinaram as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) das zonas Sul e Leste, o Pronto Atendimento Ana Adelaide e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), com foco na disponibilidade de profissionais, armazenamento e fornecimento de medicamentos, oferta de exames emergenciais e qualidade do atendimento.

Na Policlínica Ana Adelaide, foi observada a ausência de médicos em serviço, com três profissionais “dormindo” e apenas uma médica atendendo, resultando em filas de espera de cerca de uma hora.

Além disso, o aparelho de raio-X está fora de funcionamento há duas semanas e faltam insumos básicos, o que contribui para a demora no atendimento.

No caso do SAMU, apenas duas das quatro equipes de ambulâncias estavam operacionais devido à falta de macas. As macas ficam retidas nas unidades de saúde por falta de leitos, impedindo as ambulâncias de realizar novos atendimentos.

Outro problema identificado foi a falta de segurança para profissionais e pacientes nas unidades de saúde. Nas UPAs das zonas Sul e Leste, o movimento de pacientes foi menor, mas houve ausências pontuais de plantonistas.

Em resposta aos achados, o TCE-RO entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, que informou que um novo aparelho de raio-X está em processo de licitação.

O Tribunal de Contas cobrou agilidade na implementação de medidas para melhorar o atendimento à população, alinhando-se às diretrizes de Indução para Efetividade de Políticas Públicas e Controle Externo Orientado por Dados (CEOD).



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