BRASÍLIA – Uma família denuncia o sumiço de um rim após morte de idosa de 74 anos, no Hospital Regional de Taguatinga (DF). Emidia Nunes, era do Rio Grande do Norte e dona de casa. Antes de morrer, a mulher, passou por algumas unidades de saúde do DF, com dores na barriga. No dia 30 de março por volta das 4h da manhã foi levada para o HRT. O exame de glicemia deu alterado, a idosa ficou no corredor em uma maca sem colchão.

A promessa era que ela faria vários procedimentos, mas não deu tempo. Na área vermelha do hospital ela teve uma parada cardíaca, foi reanimada por 28 minutos, entubada, mantida em aparelhos e teve nova parada. Ela não resistiu e morreu. O filho da idosa pediu que fosse feita a necropsia.
O laudo apontou a ausência do rim esquerdo. A família não autorizou qualquer doação e quer uma explicação, pois a mãe não passou por cirurgia e a tomografia feita no hospital horas antes dela morrer mostra os dois rins. Em nota, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal esclareceu que a captação de órgãos no Brasil, incluindo rins, só é permitida a partir de um diagnóstico de morte encefálica, o que não foi o caso da Emídia Nunes.

A secretaria destacou que, devido ao quadro clínico da paciente, ela não seria elegível para doação, e por isso, não houve abordagem à família nem captação de órgãos ou tecidos.
A SSDF informou ainda que a hipótese levantada é de que possa ter ocorrido uma atrofia do órgão devido a um processo infeccioso, comum em pacientes diabéticos com histórico de infecção do trato urinário, o que pode levar à diminuição de volume do rim.
Fonte: R7.com









