
OPINIÃO DE PRIMEIRA – Claro que a última instância do Parlamento (o STF, que também legisla) pode mudar tudo e impor a vontade do governo Lula, como geralmente tem feito desde que houve troca de comando no Palácio do Planalto. Mas a derrota das tentativas de impor a censura ao país; de financiar invasões de terras e apoiar o aborto com dinheiro público e ainda, de permitir que criminosos de todos os quilates possam usufruir de “saidinhas”, essa vergonha da legislação brasileira, deixam claro que finalmente o Congresso Nacional está reagindo contra a tentativa de empurrar goela abaixo uma ideologia que apenas pequena parte dos brasileiros professa. Neste pacote de derrotas do Planalto, há que se destacar a união, desta vez sem mimimi e ou desculpas esfarrapadas, da maioria dos congressistas que não é de esquerda. Com quase o triplo da situação, a vitória acachapante da oposição é um lenitivo, ainda tênue, mas recheado de esperança, de que a ampla maioria dos que foram eleitos com votos dos conservadores e da direita, honrem seus eleitores e os representem, ao invés de abrir as pernas para emendas milionárias, liberadas sempre às vésperas de eleições importantes no Parlamento. Há ainda situações complexas, que dependem também da ação dos parlamentares, principalmente senadores, para não permitir que o Brasil seja incluído numa pauta esquerdista que pode causar danos irreversíveis ao nosso país. Uma delas é não aceitar a decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes, do STF que, contrariando decisão do Conselho Federal de Medicina, que representa mais de meio milhão de médicos brasileiros. Foi mantida a autorização para o uso de assistolia fetal, ou seja, assassinato de fetos ainda não barriga da mãe, por injeção letal. Mas daí já é outra história…

Mesmo pequena, a bancada federal de Rondônia teve participação importante na derrubada dos vetos presidenciais. Vários deputados e pelo menos dois senadores foram às redes sociais, buscando a mobilização dos seus colegas e da opinião pública, para que pressionassem seus representantes para votarem contra todo o pacote de maldades que o governo tentava manter. Na Câmara Federal, todos os oito deputados (Cristiane Lopes, Silvia Cristina, Maurício Carvalho, Lúcio Mosquini, Lebrão, Thiago Flores, Fernando Máximo e Coronel Chrisóstomo) fecharam o voto dando o sim para a derrubada dos vetos. Dos senadores, tanto Marcos Rogério quanto Jaime Bagattoli também não só batalharam pela derrubada, como votaram a favor dela. Já Confúcio Moura, por coerência, já que é aliado de primeira hora do governo Lula, foi o único dos onze rondonienses no Congresso a apoiar a manutenção pelo menos do veto da saidinha. Fosse seguida a Constituição por quem tem a obrigação de protegê-la, o assunto estaria morto. Mas, é claro, está longe disso!
A dança da sucessão na capital: Mariana nada de braçada, Marcelo parece mineiro. Léo se despede do Detran
O deputado federal Coronel Chrisóstomo, pelo menos até agora, não faz parte dos planos do PL para uma candidatura própria em Porto Velho. Ele se apresentou como pré-candidato, mas a tentativa não evoluiu. Chrisóstomo, contudo, continua sendo um personagem controverso. Seus discursos na Câmara Federal, normalmente aos berros, sempre sacodem a oposição. No último deles, o parlamentar rondoniense acusou a esquerda de ter mandado matar Marielle Franco. O PL continua pensando em Jaime Gazola para a missão, mas o que se ouve nos bastidores é que não haveria consenso dentro da sigla em relação a ele. O presidente regional, o senador Marcos Rogério, até agora não se manifestou. E a decisão é dele. Já em relação a Leo Moraes, ele realizou uma reunião de despedida com toda a sua equipe do Detran esta semana. A decisão de concorrer à Prefeitura está tomada. Léo agora estaria conversando com o deputado Fernando Máximo, pedindo seu apoio para a disputa na Capital. Já Mariana Carvalho, ao menos por enquanto, nada de braçada. Ela continua liderando as pesquisas e conversa com aliados e futuros apoiadores, para consolidar sua posição. Enquanto isso, o presidente da Assembleia, deputado Marcelo Cruz, age como mineiro: trabalha em silêncio. Euma Tourinho continua realizando várias reuniões, apresentando-se como pré-candidata do MDB. Tem mais: Vinicius Miguel e Fátima Cleide, ao menos até a noite desta quinta-feira, ainda não haviam decidido se entram ou não na briga. Entre os nomes de partidos menores, o que mais tem usado as redes sociais para divulgar suas ideias e projetos, é o ex-conselheiro do Tribunal de Contas, Benedito Alves.
Rondônia se alia à luta contra o antissemistismo. Cônsul lembra que os judeus estão na Amazônia há mais de 200 anos
Ao contrário do governo brasileiro, que mantém declarações agressivas contra o Estado de Israel e ao governo daquele país, pela resposta duríssima que dá aos terroristas do grupo Hamas, o governo de Rondônia se une à ampla maioria das vozes do mundo livre que não aceita o antissemitismo. Enquanto o presidente Lula repetia a heresia de que os judeus se assemelhavam aos nazistas, no combate ao terrorismo do Hamas, em Rondônia uma solenidade no gabinete do governador Marcos Rocha colocava nosso Estado como adepto à campanha internacional que não aceita o antissemitismo. A iniciativa da deputada Cristiane Lopes, que inclusive visitou Israel e viu de perto o resultado da tragédia imposta a milhares de pessoas e famílias, pelo ataque covarde de 12 de outubro do ano passado. Na assinatura do documento, além do Governador e da Parlamentar, estiveram presentes também o Cônsul de Israel para a região, o empresário manauara Jaime Benchimol; a representante do Estado de Israel em Rondônia, dona Messody Bennesby, de Guajará Mirim; o empresário Adélio Barofaldi, presidente do Parlamento Amazônico e vários outros convidados. No encontro, Jaime Benchimol agradeceu a solidariedade do governo rondoniense, destacou a amizade da deputada Cristiane Lopes com seu povo e lembrou que os judeus já estão na Amazônia há mais de 200 anos. Agradeceu pela solidariedade rondoniense no que ele chamou de “momento difícil que estamos vivendo”!
Sustentabilidade tem um tripé importante e projeto pode triplicar renda dos pequenos produtores rondonienses
Há um tripé na sustentabilidade, para que ela realmente funcione: que atenda o social; o econômico e o ambiental. O plantio da macaúba é um desses caminhos, porque ao mesmo tempo que aumenta a produção, pode até triplicar a renda dos pequenos produtores e criadores de gado, sem que se derrube uma só árvore e, pelo contrário, se utilize o mesmo espaço para várias plantações. Há um entusiasmo notório do empresário Maurício Conti, um dos responsáveis pelo projeto da Amazon Plants em Rondônia, quando fala nas imensas possibilidades do aproveitamento do óleo de macaúba não só como biodiesel, mas também como alimento humano e, ainda, quando extraído seu óleo, o que sobra ser usado para alimentar o gado e também os peixes, nos tanques onde eles são criados. Em várias entrevistas que concedeu a veículos de imprensa, durante a Rondônia Rural Show, onde a Amazon Plants participou, apresentando seus projetos e uma maquete de como funciona a integração de várias plantações numa mesma área (a macaúba pode ser associada a várias delas, incluindo soja, café e cacau), Maurício deixou claro que a proposta tem todos os requisitos para melhorar a economia, atrair investimentos internacionais e, ainda, propiciar aos pequenos produtores que sua renda possa até triplicar. Usou como exemplo o caso dos pescadores catarinenses, que viviam na pobreza apenas com a pesca da tainha. Treinados e ensinados a criar ostras, eles aumentaram suas rendas em até dez vezes. “Precisamos ensinar nossos produtores e com isso proporcionar a todos uma vida muito mais digna e rentável, podendo ganhar muito mais do que os cerca de parcos 280 dólares que ganham hoje, em média”, destacou o empresário.
Furto de energia: combate dá resultado, mas prejuízos já chegam a 130 milhões de reis
Mais de 320 mil residências, mais que o total de domicílios em três grandes cidades rondonienses (Vilhena, Ji-Paraná e Ariquemes): é esse o total de famílias que poderiam ser abastecidas apenas com as 53 mil irregularidades, chamadas também de furto de energia, que a Energisa detectou em todo o Estado, apenas no ano passado. Os 80 Gigawatts de energia desviada poderia abastecer todas estas casas durante um mês inteiro. Este número preocupa, mas já foi maior. Graças a um trabalho duro da própria concessionária, com apoio de investigações policiais e acompanhamento da Polícia Militar em ações de combate ao crime de furto de energia, os resultados começam a aparecer. Num encontro do quartel da PM, nesta semana, o tenente coronel Pontes, comandante do 9º BPM, explicou a atuação das suas equipes no acompanhamento das ocorrências e falou sobre a legalidade delas. O assunto também foi explicado à imprensa pelo gerente de combate às perdas da Energisa, Carlo Augusto Finco. A empresa tem atuado nas operações de combate ao furto de energia com apoio da PM, Polícia Civil e Polícia Técnico-Científico (Politec). Em 2023, foram realizadas 44 prisões, depois de feitas 155 mil inspeções realizadas no ano passado. Os desvios e furtos de energia representaram um prejuízo de 130 milhões de reais, apenas no ano passado.
PERGUNTINHA
Você acha que ainda é possível resolver a questão da dívida pública brasileira, que, por causa da gastança descontrolada do último ano, cresceu a tal ponto de hoje ser maior que o orçamento de mais de 5 trilhões de reais, que a União anunciou para este 2024?









