Acabou, Acir! TSE nega recurso e senador está fora das eleições

PORTO VELHO – O senador Acir Gurgacz (PDT-RO) está definitivamente fora das eleições deste ano. Por unanimidade, os ministros do TSE decidiram negar recurso ao parlamentar, mantendo a decisão do TRE de Rondônia que negou o registro de candidatura, com base na Lei da Ficha Limpa, decorrente de condenação penal contra ele em um processo contra o Sistema Financeiro Nacional. 

É a segunda eleição que o senador tenta, mas não consegue ser candidato.

Acir Marcos Gurgacz (PDT-RO), senador da República

Nas eleições de 2018, quando Acir já estava condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) insistiu em sua candidatura a governador e foi abatido por uma decisão judicial no meio da campanha.

Naquela eleição, muita gente entendia e torcia para que o senador Acir Gurgacz abdicasse da candidatura para apoiar o então governador Daniel Pereira – que estava no cargo em substituição a Confúcio Moura, de quem era o vice e aparecia com grande chance de ser reeleito.

Daniel Pereira, um aliado de outras eleições do senador, se curvou fielmente ao amigo Acir em 2018, numa fidelidade e altruísmo poucas vezes vistos no dia a dia da política.

Neste ano, além de Daniel Pereira novamente, a insistência do senador jiparanaense em se candidatar mesmo sabendo dos riscos de não obter autorização da justiça, fez outra vítima: o conselheiro aposentado do Tribunal de Contas de Rondônia, Benedito Antônio Alves, foi lançado candidato ao Senado a convite de Acir Gurgacz, até com certa pompa.

Na sequência, foi deslançado – nem sei se existe esse neologismo -, lançado novamente e desautorizado outra vez.

Até que bateu os brios e ele anunciou que não seria mais candidato a coisa nenhuma.

Esquerda já havia antecipado

Na frente de esquerda, composta pelo Solidariedade, PT, PSB e PDT, que tem Daniel Pereira como candidato a governador e teria Acir como candidato ao Senado, a impossibilidade da candidatura do pedetista já era dada como certa.

E já houve durante essa semana uma antecipação em pedir votos para ao candidato Expedito Júnior, que no início da campanha tentou amarrar o arado do seu PSD na frente de esquerda, mas foi rejeitado.

Além de está sendo recomendado como voto útil da frente de esquerda para atrapalhar eventual eleição de um dos três candidatos da seara bolssonarista, Expedito Júnior também vem recebendo o voto útil daquela parcela que responde a pesquisa na coluna em qual desses você não votaria de jeito nenhum” para barrar a consagração de Mariana Carvalho como a próxima senadora de Rondônia.

Voltando a Acir, nestes tempos de fartura (para eles, claro) do famigerado e excrescente fundão eleitoral, uma liminar obtida pelo senador permitiu a ele receber e gastar mais de R$ 2 milhões na campanha natimorta. Boa parte dos recursos teria sido destinada a apoiadores e seu suplente.

Carlos Araújo, para o www.expressaorondonia.com.br



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