A CADA 2 DIAS (ou mais) – RAPIDINHA

Lúcio Albuquerque 

PORTO VELHO – Rapidinha tipo daquele animalzinho que “bota ovo” mas não é ovíparo. “Imagine se o Brasil disputasse vaga para o Mundial de futebol naquelas chaves europeias, o time do Tite passaria?”.

               ENSINO PAGO

Desde os tempos em que comecei meu primeiro curso superior, em 1969, sempre defendi uma linha que, sabe-se lá por qual motivo e certamente apenas por questão político-ideológica, reitorias e entidades representativas do sistema de educação superior são contra: que o ensino público superior seja pago.  Mas desde então, e várias vezes depois, tenho repetido minha posição.

O raciocínio é bem lógico: há pais que têm condições de bancar o estudo dos filhos no Fundamental e no Médio em escolas muitas vezes caríssimas, como as temos aqui em Porto Velho, mas na hora de disputar vagas para o ensino universitário público é dessa gama que sai uma parcela imensa dos classificados pelos mais variados sistemas de avaliação.

Ora, por qual motivo não podem continuar pagando? Ainda, e como tenho repetido desde o início, que seja um valor representativo, por exemplo, 40% do valor que pagavam no último ano de Ensino Médio numa escola de ponta. É bom lembrar que o Banco Mundial, em 2017, já recomendava essa cobrança.

A favor de cobrar, mas não para quem faz Ensino Médio ou parte dele em escola pública, sou favorável a um valor, até porque ao contrário de até alguns anos quem é de família que tem como pagar não frequenta ensino público Fundamental e Médio.

OUTRO FATOR

A Universidade pública brasileira, tanto a federal quanto a estadual, reza por uma cartilha só, e não é de agora: o dinheiro é pouco. Mas quando se trata de oferecer um mecanismo que ofereça uma captação de meios financeiros passíveis de serem conseguidos, logo o racional é deixado de lado e o exercício é sempre o mesmo: juntar todos, os que tenham condição de pagar e os que não tenham, num mesmo pacote, como se os dois não sejam antípodas, e aí vem o discurso de que “Educação não é despesa, é investimento”.

Um discurso que até concordo, mas dentro do princípio de que uma mesma medida não pode ser usada para medir o volume de coisas diferentes, mas aí o discurso de ser contra apenas porque é isso que exige o “politicamente correto” atropela o conceito de igualdade.

ALIÁS

Afora em alguns segmentos bem privilegiados, que família neste país – família até a classe média, agora tão execrada por algumas ‘figuraças da Nação’, que não aperta o cinto para fazer qualquer despesa fora do trivial? Está na hora do ensino público também olhar para seu entorno.

DISCURSO

Só quem acredita em Papai Noel que estaria imaginando que a administração da Feira realizada em Ji-Paraná, a Rondônia Rural Show, iria dar um espaço maior para o principal oponente à recandidatura de Marcos Rocha. Eleitores e adeptos da candidatura do senador Marcos Rogério reclamaram, mas isso não é novidade em disputa política.

PÉ NO CHÃO

Marcos Rogério deve entender que a melhor campanha, além dos discursos, que muitas vezes não dizem nada, o melhor é gastar a sola do sapato – o que deu certo em duas campanhas que trabalhei para o governo estadual, em 1990 e 1998.

Lúcio Albuquerque – [email protected]



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