Paranoia ou caô? – Polícia desconfia de álibi usado por jovem que invadiu escola alegando perseguição (vídeo)

Vídeo mostra rapaz de 19 anos usando peruca e sendo rendido por vigilante após invadir escola pública, em Vilhena, alegando que estava a sendo perseguido por 2 trafiscantes que queiram matá-lo

VILHENA – Não é incomum aos usuários de crack ter alucinações, falar sozinhos e até mesmo sair correndo e gritando que está sendo perseguido ou casos de motoristas de caminhão que ‘dão umas cachimbadas’ e vão dirigir, mas acabam se envolvendo em acidentes graves que, às vezes, não tem consciência de que está provocando. A polícia de Vilhena está lidando com o caso de um jovem de 19 anos que foi rendido por vigilantes ao invadir uma escola, na madrugada. 

Rendido pelos vigilantes da escola, o rapaz que estava usando uma peruca, alegou que estava fugindo da perseguição de dois homens que queriam matá-lo. Mas a polícia fez várias buscas pela região e não encontrou ninguém com as características repassadas pelo rapaz.

Assista ao vídeo da detenção do jovem:

Agora, a polícia aventa a possibilidade do jovem ter invadido a escola para roubar ou está em crise paranoica típica dos usuários de crack. Mesmo aparentando não estar drogado, o suspeito “não falava coisa com coisa”

A reportagem do site Folha do Sul on Line recebeu imagens da prisão do rapaz de 19 anos que foi detido por um vigilante da escola estadual Genival Nunes da Costa, em Vilhena, na madrugada de ontem, sexta-feira, 11, onde havia entrado alegando estar fugindo de traficantes que queriam matá-lo.

Logo depois de saltar o muro do colégio, no bairro Boa Esperança, próximo à avenida Paraná, o invasor foi rendido por um vigilante de 33 anos, apoiado por mais quatro colegas  de função.

Um detalhe chama a atenção na filmagem: o rapaz, que tem cabelos claros, está usando uma peruca preta. Ao ser questionado sobre o acessório capilar, ale alegou que estava se disfarçando para despistar os supostos perseguidores.

Ocorre que, mesmo aparentando não estar drogado, o suspeito “não falava coisa com coisa”, levantando a suspeita de que não havia pulado o muro para escapar da morte, e sim para furtar objetos no colégio. Tanto que, nem o guarda, nem os policiais encontraram os acusados nas proximidades.

Cheio de tatuagens, mas desarmado e sem celular, o rapaz disse ser dependente químico revelou estar vindo da “Praça do Geraldão”, conhecido local de consumo de drogas na cidade.

www.expressaorondonia.com.br, com informações e imagens do Folha do Sul on Line



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