“Zero açúcar” é marketing: refrigerante zero açúcar é ultraprocessado e pode afetar a saúde a longo prazo

Ausência de calorias não significa valor nutricional; bebida é rica em aditivos químicos

Apesar da nova tendência de consumo, nem sempre “zero açúcar” significa saúde. Embora muitas marcas apresentem o refrigerante como uma opção leve, a promessa esbarra em limitações práticas.
Peter Dazeley/Getty Images

Segundo a nutricionista clínica Amanda Figueiredo, formada pela Universidade de São Paulo (USP), a ausência de calorias não garante aporte nutricional ao organismo.

Em um cenário em que muitos buscam cortes rápidos de calorias, o rótulo seduz pelo sabor, mas entrega pouco além disso. Embora não provoque ganho de peso diretamente, também não nutre.

Por isso, especialistas recomendam avaliar as prioridades alimentares e optar por escolhas mais naturais para manter a dieta e o bem-estar equilibrados.

Ultraprocessados e aditivos
Figueiredo destaca que o zero pode ajudar apenas momentaneamente quem mira a redução de calorias. Contudo, ele não promove bem-estar metabólico nem contribui com vitaminas, minerais ou fibras.

Em outras palavras, ele não engorda de imediato, mas tampouco contribui para a saúde.

Ela enquadra o refrigerante zero na categoria de ultraprocessados, com múltiplos aditivos químicos. Como efeito, o consumo frequente pode desequilibrar a flora intestinal e estimular a vontade de doces. Além disso, o hábito pavimenta riscos cumulativos quando mantido a longo prazo.

Impactos no dia a dia
No cotidiano, o produto parece inofensivo, porém a conta chega com o tempo. A nutricionista cita maior erosão dentária e ausência total de valor nutricional como pontos de alerta. Assim, o copo gelado agrada ao paladar, mas falha em entregar benefícios reais.

A moderação ajuda, mas a prioridade deve recair sobre itens naturais e nutritivos. Por isso, a recomendação é reservar o refrigerante zero para ocasiões muito pontuais, não para o dia a dia. Afinal, a consistência na base alimentar define os melhores resultados.

Jose Luis Pelaez Inc/Getty Images

Alternativas que fazem diferença
Para quem persegue equilíbrio e desempenho, a aposta recai nas escolhas simples. Nesse sentido, a orientação da especialista privilegia hidratação e nutrientes de fontes sem aditivos.

• Água
• Chás sem açúcar
• Sucos naturais preparados de forma caseira

Essas opções hidratam, fornecem antioxidantes e nutrientes importantes, enquanto evitam substâncias artificiais. Além disso, custam menos no longo prazo e se encaixam em rotinas variadas.

Portanto, o refrigerante zero açúcar funciona como um atalho calórico, mas não como um investimento em saúde. Quem busca bem-estar deve priorizar água, chás sem açúcar e sucos caseiros, com disciplina. A informação clara evita armadilhas de marketing e sustenta escolhas mais saudáveis.

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Fonte: Capitalist


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