TRABALHO SUJO – Como explicar os erros na obra da Rua Venezuela em uma administração de excelência, como a de Porto Velho?

PORTO VELHO (21-02) – Acesso direto à Maternidade Mãe Esperança, à garagem do Samu e ao Centro de Referência da Mulher, a Avenida Dr.  Antônio Lourenço Pereira de Lima, antiga “Venezuela”, no trecho entre a Caúla e a Abunã, asfaltada e reasfaltada duas vezes há menos de três meses, está transformada em autêntica taboa de pirulito, tal a quantidade de buracos no asfalto novo que desafiam a paciência de condutores de veículos e ameaçam a segurança do trânsito.

Além disso, trechos da rua que não alagavam antes agora ficam alagada com uma rápida chuva.

Como justificar um a trabalho de qualidade tão duvidosa e evidente de falta de planejamento, como foi feito na Rua Venezuela, em uma administração que se diz de excelência, como a do prefeito Hildon Chaves?

Para melhorar as condições de tráfego naquela artéria, a Prefeitura resolveu ampliar os sete metros de pista de rolamento.

Acontece que a rua foi toda asfaltada e depois perceberam ou incluíram no projeto um canteiro central, mas a área já estava asfalta. Para não perder de tudo o asfalto e o trabalho, decidiu-se então, colocar meio feio, um pouco de jardinagem e implantar uma ciclovia, como forma de amenizar o estrago feito pelo erro de planejamento.

O problema maior está entre a Pinheiro Machado e a Abunã, onde estão localizados alguns serviços essenciais, como a garagem do Samu, a Maternidade “Mãe Esperança” e o “Centro de Referência da Mulher” – neste são feitas ações com pré-natal, preventivo, além do serviço de Referência do Pré-natal do município, mas o acesso, pela falta de qualidade do serviço feito, está cada dia mais difícil e mais arriscado para pacientes.

Na Avenida Dr.  Antônio Lourenço Pereira de Lima, entre a Abunã e a Pinheiro Mchado, com dezenas de buracos e valas abertos no asfalto da prefeitura, os piores trechos estão na esquina das duas avenidas, em frente ao Samu e mais adiante com a buraqueira tomando conta da via em frente ao Centro de Referência

“Imagine uma paciente de Alto Risco de gestação que venha sendo conduzida de carro para o atendimento, é difícil imaginar que a buraqueira não poderá afetar a condição daquela mulher, porque mesmo carros confortáveis balançam muito na buraqueira”, acrescentou uma moradora.

Quem mora ou trabalha aquela área da cidade, e até os condutores de veículos que circulam por ali, sempre dizem que desde o início da obra, muitas vezes reclamada pela comunidade, já havia sinais de problemas. “Pelo visto nem engenheiro tinha na obra, porque quem dava ordem era um funcionário administrativo da prefeitura”, disse José da Graça, residente naquela via.

“Para quebrar um carro ou uma moto batendo o carro nessas crateras não é difícil”, disse um taxista parado em frente à Maternidade Municipal, lembrando que na segunda-feira um motoqueiro se machucou quando seu veículo bateu numa das muitas crateras ali existentes.

A OBRA

Até final do ano passado, apesar das sucessivas queixas de moradores e condutores de veículos aquele trecho contava com uma faixa de sete metros de largura disputada por um tráfego pesado. Há coisa de três meses a prefeitura resolveu atender aos apelos mandando ampliar a faixa, agora permitindo que até seis carros se desloquem, e todos ficaram contentes.

Mas logo começaram a aparecer problemas e a prefeitura retornou, agora com novo projeto, o que incluiu implantação de um espaço de caminhada separando as duas pistas, mas logo também a nova obra mostrou-se inoperante para sua finalidade, o que gera mais reclamações.

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