
PORTO VELHO – Até o final de outubro o porto-velhense tem a oportunidade de visitar a exposição ‘O Toque’, de Rita Queiroz, na galeria que leva o nome da artista na unidade do Sesc, à rua Campos Sales, 2668, no Centro. A abertura oficial aconteceu na última segunda-feira com a presença de amigos, familiares e admiradores da artista plástica. O evento foi encabeçado pelo lançamento do livro ‘O Toque’, fruto de anotações e reflexões de Rita, que ela chama de livro de cabeceira.
A afluência de convidados foi grande e serviu para confirmar que a artista plástica, símbolo da arte cabocla rondoniense, continua recebendo a atenção do público. Para Rita Queiroz receber tanta gente no lançamento do livro foi muito importante. Ela lembrou que passou por três internações em unidade de terapia intensiva, devido a problemas de saúde, mas deu a volta por cima, concluiu o livro que vinha preparando há algum tempo e pôde acompanhar e receber cumprimentos dos convidados. “Tive a oportunidade de rever pessoas que não via há muito tempo e a alegria de receber no local familiares e amigos”, destacou a artista.

Em um bate-papo realizado ao vivo com a interlocutora do SESC, Rita salientou que Porto Velho faz jus a uma escola de belas artes, para oportunizar e estimular pessoas com talento, em especial os jovens. A observação da artista faz sentido, porque durante anos houve uma carência de espaços voltados exclusivamente para as exposições e hoje o SESC brinda a população com a Galeria Rita Queiroz. Aliás, segundo a curadora de artes da instituição, Margot Paiva, só este ano foram realizadas sete exposições.

Outra manifestação artística que faz falta na capital são os salões de artes, que teve seu auge no final dos anos 80. A realização de salões estimula a melhoria na qualidade dos trabalhos, uma vez que as obras passam por um processo seletivo e desperta interesse do artista que tem a possibilidade de receber um prêmio em dinheiro, fazer cursos fora, além de divulgar o seu trabalho com possibilidade de vendas.
Para Margot Paiva, responsável pela curadoria da exposição, e que quando criança teve aulas com Rita, ser a curadora da mestra é algo notável e uma grande honra, uma vez que é admiradora da artista que faz parte do patrimônio imaterial da cultura rondoniense.


A curadoria é responsável pelo cuidado com todos os itens da exposição. De acordo com Margot não se trata apenas de pendurar telas na parede, é tudo, desde o transporte das peças, preparação do ambiente para mobilidade, inserção de elementos ligados à memória do artista, entre outros. “Para ter uma ideia, até o cheiro do ambiente é importante”, sintetiza. E a essência da Amazônia está muito marcante na exposição O Toque.

A Galeria de Artes Rita Queiroz, localizada no Centro Cultural do Sesc está aberta para receber o público diariamente, exceto aos domingos. As exposições permanecem no local pelo período de 30 dias. A entrada é gratuita.
Quanto ao livro O Toque, está à disposição no aplicativo da Amazon.
Por: Alice Thomaz
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