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Seis províncias estão em estado de sítio no Equador

Paz distante: 2,7 mil protestos, 106 prisões, soldados e civis feridos. Governo acena para a mesa de diálogo comvocada por indígenas, mas é resistente às reivindicações contra alta de preços de combustíveis e alimentos

Quarta-feira,22, no décimo dia de greve nacional, a Polícia fez novo balanço do que aconteceu durante as manifestações contra o governo de Guillermo Lasso. O comandante-Geral da Polícia, Fausto Salinas, informou que durante os dias de protestos ocorreram 2.741 eventos de perturbação pública no Equador. Manifestantes e importantes grupos indígenas estão enfurecidos com as altas no custo dos alimentos e outros itens básicos. 

A informação é de Ana Belen Rosero, no jornal El Comercio, de Quito e de agências de notícias internacionais.

De 13 a 22 de junho, 28 policiais foram detidos por manifestantes. Dois ainda não foram resgatados, mas já foram entregues pelas comunidades indígenas; 114 gendarmes ficaram feridos e 106 pessoas foram presas, a maioria, por porte de arma de fogo, agressão e resistência, paralisação dos serviços públicos.

O ministro do Governo do Equador, Francisco Jiménez, disse que as autoridades não aceitam as condições impostas pelo setor indígena, exigidas para iniciar diálogos visando encontrar uma solução pacífica para os protestos. O líder indígena Leonidas Iza exigiu na noite de terça-feira que o governo acabe com o estado de sítio.

Quarta-feira, duas pessoas foram capturadas dentro do parque El Ejido, em Quito, ambas identifcadas como supostamente responsáveis ​​por detonar explosivos contra policiais uniformizados. Em relação aos danos materiais, um Distrito Policial foi destruído por incêndio na noite de 21, em Puyo, Pastaza.

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Quatro outras Unidades de Polícia Comunitária também foram destruídas naquela província. 39 barcos de patrulha sofreram danos materiais e outros dez foram destruídos. 14 motocicletas também foram atacadas e três rádios de comunicação foram perdidos. Depois de inspecionar unidades policiais de Puyo, a polícia constatou a dalta de armas de fogo da polícia.

O presidente Lasso confirmou que irá participar da mesa de diálogo convocada pela Confederação de Nacionalidades Indígenas (Conaie) durante a greve geral. Seis das 24 províncias do país permanecem sob estado de sítio, decretado.

[Pela tradução e transcrição: Montezuma Cruz]

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