José Ferrari

PORTO VELHO – Não sou jornalista do tipo colunista e nem analista político. Pego aqui uma carona na coluna dos competentes Robson Oliveira e Sergio Pires e dou uns pitacos de amador e morador e em Rondônia há 35 anos. Também falo com as pessoas e reproduzo aqui as opiniões que ouço na rua.

Marcos Rocha é o primeiro da lista. Nunca o vi. O homem trabalha nas sombras. Calado, não fala com o povo, exceto com os evangélicos e (provavelmente) os militares. Fez um governo arroz com feijão, sem brilho e sem escândalos. Bolsonarista de carteirinha, Rocha nomeou um espevitado secretário de Saúde que distribuía uns saquinhos mágicos cheios de remédios para curar o covid-19.

Nem vou insistir em falar naquele gorro que não sai da cabeça do Fernando Máximo nem com tempestade.

O xará do atual governador é o Marcos Rogério. Ex-radialista de Ji-Paraná, consta na biografia que ele tem Programa de Liderança Executiva em Desenvolvimento da Primeira Infância, Universidade Harvard, FMCSV, CDC, DRCLASS e USP, Cambridge, Massachusetts, 2015-2015; mestrado em Administração Pública e um doutorado incompleto em Direito Constitucional. Apareceu o quanto pode na CPI, sempre em defesa do capitão Bolsonaro que, pelas pesquisas recentemente divulgadas, mal garante uma vaga no primeiro turno. Um vídeo recente circulou nas redes sociais mostra Rogério fazendo declarações de amor para Dilma Roussef. Oportunista, não, né? E ainda incorporou ao dicionário a palavra “narrativa”, tantas a e tantas vezes repetida.

A lei estabelece normas de funcionamento para as empresas que atuam na comercialização de material metálico

Á direita de Marcos Rogério está a foto do autoritário e bom de voto Ivo Cassol que defendeu a utilização de fumaça da solda elétrica de panelas de alumínio no tratamento de covid-19. Um falastrão.

Pouco tempo antes havia defendido o uso da fosfoetanolamina para o tratamento de tudo quanto é tipo de câncer. Fiquei atônito e decepcionado. Esta bobagem eu vi e ouvi no auditório da ALE. Um desastre! Uma alucinação!

Daniel Pereira já foi governador e é também ‘um ficha limpa’. Não tem carisma e não agrega. Ao menos abandonou aquele discurso vermelho do PT que aprontou todas as falcatruas possíveis com a Odebrecht e OAS para se perpetuar no poder. Deu no que todos sabemos.

Leo Moraes é o próximo cavalinho.

Simpático, jovem e garotão. A boa aparência não se compatibiliza com o discurso ainda pouco convincente e desideologizado. Talvez tivesse mais chances como se disputasse uma cadeira de Deputado Federal. Quem sabe numa próxima eleição, né Leo?

Eu, pelo sim, pelo não, vou votar no Pimenta de Rondônia. Pode ter limitações, mas é ‘um ficha limpa’ que fala com todos e está sempre com aquele sorriso maroto e alegre na face. Rondoniense típico.

Eu teria votado no Confúcio Moura, mas que infelizmente desistiu da candidatura. Fecho este texto e me coloco à disposição dos leitores ou daqueles aqui excluídos de forma não intencional.

Lembro que Rondônia tem um PIB que cresce em torno de quase 5% ao ano, mesmo indicador dos nossos vizinhos muito ricos da América do Norte.

O Estado tem tudo para ser grande e distribuir a renda para todos. Basta que se elimine a corrupção que aqui se instalou em priscas eras e se tornou uma epidemia.

[email protected]

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui