Churrasco zebrado

PORTO VELHO – Tudo pronto para o churras da direita ou extrema direita dizem os canhoteiros. Lula às turras com Trump, anuncia picanha, cerveja, ‘o grosso” E Flávio com Marinho, Zema, Nikolas, Tarcísio, Caiado, Gayer à frente e pah! Vorcaro. Isso! Vorcaro! E ninguém sabia que ele havia pedido “recurso particular, não público”, para o filme do papi. Aí o churras e a campanha subiram no telhado. Churras sem picanha sem “breja”, carvão molhado, convidados sumindo, o churras foi pra a casa do crica e a campanha desandou. Mas como nem tudo é tão ruim que não possa ser piorado, o Flávio escapava do vespeiro e até pontuava nas pesquisas quando de dentro da casa de papi pintou a Michele.

Seu vídeo aplaudido pela esquerda moeu o Flávio, o PL, a direita, e ela deu uma de pombo enxadrista: derrubou as pedras, c*gou no tabuleiro e voou dizendo que ganhou o jogo. Flávio rema e Lula ri como hiena com a parceria do STF e por incrível que pareça parte da direita feminina michelista. No STF Dino, contra o do PGR e contra Hugo Mota, pôs Waldemar da Costa Neto no saco e travou R$ 119 milhões de emendas, Origem da denúncia? Deduragem, “fishing expedition” ou processos no freezer. Sobrar farinha pode, mas não saco. E nem gente para entrar.
A mágica brazuka dos herdeiros ricaços
O Brasil tem novos políticos que atropelam os pais em termos de grana. Nascidos em berço de ouro começam bem na frente. Renan Filho cria gado, diz o papi Renan Calhorda. Roseana Sarney pilota os impérios do Marimbondo de Fogo no Amapá e Maranhão. Jáder e Helder filhos de Jader e deputada Elcione herdaram o ranário no Pará e uns trocos. Em Recife terra de miseráveis, Arraes deixou ricos Pedro e João Campos.

Em Minas, Aécio não precisava quebrar o estado, montado como sempre na grana do Tancredo e Newton Cardoso ganhou os votos, a agropecuária, a siderurgia e imóveis do papi, seu homônimo. Sampa tem a geração nem-nem. Boulos invade sem precisar, pois o Papi garante a farra. Dani usa a colheita maldita de Eduardo Cunha, que passou a perna na Dilma. Certo é que o Congresso está em poder de 60% a 70% dos rebentos brazukas e não é só lá e não é só herança. O Judiciário de forma inédita montou os escritórios familiares transferindo fortunas aos sócios, amigos, parentes e filhos jovens advogados como o os recentes casos do AMoraes e Kássio com K. São prodígios. E para não ser injusto, Lulinha, tratador de elefante virou o fenômelo do papi Nine Fingers. A máquina pública é desses clãs particulares e somos obrigados por nosso voto, também ele obrigatório a mantê-los. Mudar o Brasil como? Redescobrindo? Volta aí Sêo Cabral, por favor.
Nada de novo na ALE-RO…
Mudaram a sede da Major Amarantes que ficava muito próxima do quartel da PM para a Avenida Farquar colada ao TJ, mas a ALE não tem jeito. De novo o GAECO deu um baculejo no topo do prédio para ver o que está havendo na casa e estava tudo como d’antes na Major Amarantes. Nem lembro se houve alguma legislatura nesses tempos em que a Mesa Diretora tenha se mantido com as pernas intactas.

Cada um que chega vem com fome e dana-se a roer emendas, orçamento, verbas, recursos a fundo perdido, achado e quer cargos, e morde o erário, e racha o naco de salário dos comissionados e parte para comprar compráveis e vender vendáveis e ficar tufado, relogiado, capilarmente implantado, facialmente harmonizado, nariz afilado, pronto para gastar parte da grana com advogados indispensáveis a cada fim de mandato. Dizem as boas e más línguas, que esta é a primeira das muitas visitas. Levaram grana, documentos, computadores e claro relógios. Por que tantos relógios para só dois braços? Dizem que é para ver a hora passando na cadeia.
Guerra santa na província de PVH
Conhecemos Porto Velho e suas mazelas, da ausência de água e esgoto tratados às deficiências da rede saúde, apesar das ilhas de excelência como o “hAmor” ou ao sistema de ensino apesar da rede privada de instituições particulares de ensino superior, às falhas na mobilidade urbana, segurança e da ação e poder de facções, um problema nacional. Somos carentes no turismo e cultura artística, mesmo com a boa hotelaria e gastronomia, mas vivemos dependentes do holerith público, face à baixa atividade comercial e industrial e falta de empresas apesar dos constantes incentivos. Somos a cidade velha do estado novo, que pena na sua origem e ainda agora, para descobrir e firmar seu potencial econômico nas franjas do Brasil forte no agro primitivo, sem a indústria que agregue valor. Temos pontos positivos, bons e miseráveis.

Estamos no fim dos indicativos básicos e precisamos, queremos e estamos mudando, ainda que sem planejamento e ficamos perdidos nas miudezas, como trocar nomes de praças e/ou logradouros a troco talvez de gosto pessoal. Eu preferiria morar na cidade de Rondônia, no Estado do Guaporé, mas nem levanto a ideia, por respeitar a toponímia. Nomes de lugares não saem do nada, por acaso. São indicativos da história, geografia e cultura. Três avenidas Guaporé, Mamoré e Madeira, nominavam três rios, mas a Rio Madeira trocou referência por reverência. Por hábito, birra ou escolha, a maioria o povo continua usando o nome Rio Madeira, como de igual forma usou o nome Abuna usou desprezando a escolha feita em 1971, levando o poder público a rebatizá-la em 1999 com seu nome original. Tendo a companhia dos irmãos comensais da Confraria 30+, por respeito à toponímia, subárea onomástica da língua mãe e sem ferir à querência de JUSTIÇA, divirjo no mérito e de quem pensa diferente, fico com os meus e com o Padre João Nicoletti.
Só acredito vendo, mas é preciso avaliar antes
Antes de mais nada, quero universalização de água tratada, esgotamento sanitário e tudo aquilo que compõe o famoso e inexistente saneamento básico e não só para Porto Velho. Mais uma vez as trombetas, os arautos, os puxa-sacos e os iludidos começam a falar que “agora vai, vai sim, ora se vai”… Desenganado da política por força de promessas não cumpridas – Heuro por exemplo – e obras não concluídas – o heliponto do CPA ou o espaço alternativo dentre outros – fiquei atoleimado ao ver a cara de pau envernizada de quem propõe uma licitação miliardária para fazer do patinho feio um cisne majestoso talvez mantendo o nome Caerd.

Ora façam-me o favor. Por que assim de afogadilho, e por que em ano eleitoral? De novo na B3? De novo nos mesmos moldes? E a grana que a Caerd deve? Quantos centímetros de esgoto a Caerd instalou em Porto Velho? É claro que isso nada tem a ver com a recente decisão de se autorizar o estado a negociar precatórios (hummmm). Ou tem? Quantos centímetros de tubulação a Caerd já instalou em Porto Velho. Qual o patrimônio da Caerd? Qual o grupo político, lobistas e operadores do leilão? Claro que nada tem a ver com as eleições deste ano, certo? Bocas pequenas, grandes e médias, desdentadas e implantadas dizem que a Aegea vai ganhar o leilão eme veio à mente a “duplicação da BR”. Vamos pagar a mais antes da entrega da obra como ocorreu com os pedágios cobrados na rodovia em que se paga para morrer?
Fim de papo
Bolsonaro criou a medalha dos Três “IS” – “Imorrível, Imbrochável e Incomível”. Sua esposa na guerra contra Flávio criou um movimento – não medalha – “Imparáveis”.

Qual objeto daria sentido ao nome? Boneco de posto de gasolina, catavento, biruta de aeroporto, bateria Duracell ou o ultra-vibrador-massageador-imparável Tabajara de 22 velocidades? Melhor não! Desliga esta indecência! Onde se viu? Magina só…









