PF investiga se R$ 2 milhões em espécie, apreendidos nesta 2ª, seriam utilizados na compra de votos

O motorista do carro que transportava o dinheiro era escoltado por seguranças armados, que fugiram no momento da abordagem, mas foram localizados posteriormente

PORTO VELHO – Saques em dinheiro em tempos de sempre levanta a suspeito de recurso utilizado pelos políticos na compra de votos e de apoio no dia da eleição. Nesta época, também não é incomum ouvir histórias de valores e quantias guardadas em caixa para gastar no dia da votação.

E essa deverá ser uma das linhas de investigação que deverá ser seguida pela Polícia Federal, no caso que foi apreendido, nesta segunda-feira, 3, em Porto Velho, R$ 2 milhões em espécie durante uma operação de repressão à lavagem de capitais realizada com apoio técnico da Controladoria-Geral da União (CGU).

E, se tem CGU pelo meio, acredite, trata-se de dinheiro público desviado de alguma obra ou programa do Governo Federal.

O dinheiro foi encontrado dentro de um veículo abordado pelos policiais logo após o saque em uma agência bancária. O motorista era escoltado por seguranças armados, que fugiram no momento da abordagem, mas foram localizados posteriormente.

A investigação aponta que os valores eram sacados de forma sistemática na capital sob a justificativa de pagamento a um fornecedor responsável por uma obra em outro município. A apuração indica incompatibilidade entre o local onde os recursos eram retirados e a cidade onde a obra alegadamente era executada.

Segundo a PF, os investigados poderão responder, conforme o grau de participação de cada um, pelo crime de lavagem de capitais, além de outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações.



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