Ostracismo político é destino do traidor Kajuru – Por Valdemir Caldas*

Kajuru sabe que não vai poder contar com a ajuda de Bolsonaro, que ele traiu, tampouco da família do ex-presidente

Valdemir Caldas*

PORTO VELHO – “Sentindo-se traído”! A frase é do senador Jorge Kajuru, eleito pelo estado de Goiás. E foi dita da tribuna do Senado, não me recordo quando, referindo-se ao tratamento que lhe vem sendo dispensado pelo presidente Lula, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Kajuru disse que há um ano vem tentando agendar um encontro com Lula, mas o petista o tem ignorado, como se ele (Kajuru) simplesmente não existisse.

“Nem pelo WhatsApp o presidente me atende”, disse o senador Goiano. E olha que Kajuru é vice-líder do governo.

Kajuru se elegeu surfando na onda bolsonarista. Não somente ele, mas uma penca de políticos. Tempos depois, abandonou Jair Bolsonaro e embarcou na nau do governo Lula, que tantas vezes o criticou.

Hoje, Kajuru disse que se sente traído pelo presidente, mas se esqueceu do ensinamento Bíblico, segundo o qual aquilo que o homem semear isso também colherá. As ações (semeadura) têm consequências (colheita), seja positiva ou negativa.

O desespero de Jorge Kajuru é justificável. No próximo ano haverá eleição para o Senado.

Ele está em final de mandato. Sabe que não vai poder contar com a ajuda de Bolsonaro, que ele traiu, tampouco da família do ex-presidente. O nível de rejeição do presidente Lula no estado de Goiás chega aos 80%. Kajuru precisa de uma obra de impacto do governo federal em seu estado para intitular-se pai da criança e, com isso, tentar convencer o eleitorado a dar-lhe mais oito anos de mandato, mas não está fácil.

É quase certo que o seu destino será o ostracismo político.

*É articulista; servidor público aposentado


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