
PORTO VELHO (06-01) – Dê uma olhada mais acurada ao lado esquerdo da foto acima e tenha uma noção da desorganização que toma conta das calçadas da principal avenida comercial de Porto Velho, um problema que sobrevive a várias administrações municipais, mas que nos discursos de campanha sempre é uma prioridade a ser resolvida logos nos primeiros meses de administração.
Há poucos meses o jornalista e professor universitário Sílvio Persivo postou uma denúncia: ele caiu num imenso buraco na calçada da agência central da Caixa Econômica Federal, sofrendo vários ferimentos. Sem ser um caso isolado, o buraco onde o assessor direto da presidência da Fecomércio caiu é apenas um recorte do que acontece na maioria das ruas da porção mais antiga da capital, onde andar pelas calçadas é sinônimo de risco eminente.
As tampas de fossos que dão acesso à fiação subterrânea de telefonia ou para escoamento de águas fluviais, são roubadas por dependentes químicos para vender em ferros velhos e fazer dinheiro fácil para alimentar o ciclo miserável do cotidiano de passar o tempo inteiro pensando em como conseguir a próxima pedra.

É só dar uma andada por essa região da cidade, e com muita incidência na zona central mais antiga, que esse quadro se repete, deixando a ideia de que há muito mais, e isso não quer dizer que o problema seja apenas da administração municipal atual, porque há muitos anos as queixas eram as mesmas.
Aqui se insere também o governo estadual que, através de seus agentes da segurança pública, demonstram serem incapazes, por exemplo, de identificar quem são os compradores de tampas de bueiros da Caerd retiradas de seus lugares nas ruas e, ainda os que vendem e compram fiações roubadas de casas, igrejas e empresas – ou aquele caso do roubo da fiação no trecho da BR-364, rumo ao campus Unir.

Esta semana um conhecido jornalista com mais de 35 anos atuando em Porto Velho fez várias fotos na Sete de Setembro nas proximidades da agência do Bradesco, mostrando, de um lado, buracos abertos na canalização de escoamento de águas podres, que podem “engolir” até uma pessoa adulta, e a luta de quem pretende ir de um lado para outro naquela via.
Espremidos entre os camelôs e os buracos, pedestres tentam ao mesmo tempo continuar andando e se livrar das “cantadas” dos vendedores, o que reduz ainda mais o espaço menor de um metro destinado à circulação na calçada que tem mais de um metro e meio de largura.
Há, em realidade, uma típica situação de “lei do cão” quando o assunto seja o uso das vias públicas em Porto Velho, e isso não é de agora. O que não isenta de responsabilidade a atual gestão, porque mesmo sendo situação antiga, os responsáveis são sempre os atuais administradores.
CAMELÔS
Para quem precisa tratar de algum assunto na Avenida Sete de Setembro, em qualquer dia da semana, tem de enfrentar e vencer os obstáculos, incluindo taxistas e mototaxistas que tomam conta de qualquer local que você pretenda colocar seu carro, sob a onipresente ausência da fiscalização que, às vezes aparece, mas não “vê” o que acontece com taxistas e condutores de carros oficiais.
E como a fiscalização continua “cega – talvez beneficiada pelas sucessivas promessas de, também, sucessivos prefeitos, de construir um espaço específico para camelôs eles invadem calçadas e ruas (uma visão apocalíptica disso é o que acontece na Rua Barão do Rio Branco, onde a cada dia as “lojas” colocam mais produtos na rua e afunilam o espaço para pedestres, que tem de usar o asfalto, e para os carros e outros veículos.
E não adianta reclamar, como fez um repórter ao falar sobre as bancas, cada vez maiores ali colocadas.
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